Deputado Diego Andrade quer que CAIXA funcione de 6h às 22h

 

Mesmo com a pressão a que estão submetidos empregados e empregadas da CAIXA todos os dias, principalmente com a pandemia e o pagamento do auxílio emergencial, ainda há parlamentares que pretendem piorar essa situação.

O deputado federal Diego Andrade (PSD-MG) apresentou um projeto de lei (PL 2489/20) para que o horário de funcionamento da CAIXA passe a ser das 6h às 22h durante a pandemia.

Sob a justificativa de evitar aglomerações nas entradas das agências, o deputado pretende penalizar ainda mais os milhares de trabalhadores do banco que atuam na linha de frente para amenizar os efeitos da crise no Brasil.

O Sindicato repudia este projeto e defende que a solução deve passar por campanhas de conscientização, pela inclusão de outras instituições bancárias no pagamento do auxílio e também a convocação dos aprovados no concurso de 2014, para desafogar o atendimento.

Veja, abaixo, carta enviada pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG) ao deputado federal Diego Andrade:

Excelentíssimo Senhor

DEPUTADO DIEGO ANDRADE

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG),em nome de seus sindicatos filiados, dirige-se a Vossa Excelência para apresentar algumas considerações a respeito do Projeto de Lei (PL 2489/2020), apresentado pelo Senhor nesta segunda-feira (11), na Câmara dos Deputados, e que amplia o horário de funcionamento da Caixa Econômica Federal das 6hs às 22hs durante a pandemia do Coronavírus.

A proposta de aumento da jornada de trabalho para os empregados da Caixa penaliza milhares de trabalhadores que, desde o início da pandemia do Covid-19, têm atuado de forma heroica para atender à população. Assim como outras categorias profissionais, os bancários e as bancárias da Caixa estão na linha de frente da luta para amenizar os efeitos da pandemia na vida do povo brasileiro, em especial dos socialmente mais vulneráveis.

Mesmo diante do alto risco de contaminação, esses trabalhadores têm consciência do seu papel social e orgulho de fazer parte de um banco público que, há mais de 150 anos, presta serviços à população brasileira. Estender a jornada de trabalho desses profissionais coloca em risco, não apenas a saúde física e mental dos bancários, mas também a de seus familiares. Além de não significar uma solução real para o problema das filas e do atraso do pagamento dos benefícios.

Desde o início da concessão do auxílio emergencial, diversas entidades representativas dos empregados da Caixa têm afirmado a necessidade do aumento de investimentos, neste momento em que a urgência do pagamento dos benefícios é também a urgência da sobrevivência de mais de 50 milhões de brasileiros. Tanto a direção da Caixa, quanto o governo federal ainda não apresentaram medidas que corrijam erros e transtornos como a concentração do atendimento no banco, falhas no funcionamento do aplicativo do auxílio emergencial e na Central 111.

Entre as soluções apontadas por essas entidades estão a inclusão de instituições bancárias estaduais e federais no pagamento do auxílio e a contratação dos concursados de 2014 para aumentar o efetivo de trabalhadores Caixa. Neste momento de grande comoção nacional, e de risco eminente à saúde de milhões de pessoas, pedimos respeitosamente que o Senhor retire de tramitação o Projeto de Lei (PL 2489/2020) e abra o canal de diálogo para a construção de um projeto alternativo que contemple os interesses da categoria bancária e da população em geral.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fetrafi-MG/CUT

 

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