O Sindicato retomou nesta terça-feira, 19, juntamente com a Contraf-CUT e federações, o processo de negociação com o HSBC. O funcionário do banco, membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) e diretor do Sindicato, Giovanni Alexandrino, representou a entidade. Na ocasião, os representantes dos trabalhadores criticaram ações unilaterais tomadas pelo HSBC, principalmente em relação ao plano de saúde e ao PPR, além da Previdência Complementar, que foi elaborada sem a participação do movimento sindical.

Depois de uma série de reuniões sem que o HSBC apresentasse propostas concretas, seus representantes reconheceram a necessidade de um processo negocial mais efetivo. Para Giovanni Alexandrino, “a posição do banco foi de descaso em todas as últimas tentativas de negociação”.

Na reunião desta terça-feira, o banco anunciou que pagará integralmente a PLR através da regra básica da Convenção Coletiva de Trabalho mais o adicional no valor próximo ao pago na primeira parcela, cerca de R$ 608. O HSBC confirmou também que o pagamento do programa próprio de remuneração (PPR Vendas/PPR Atendimento) será feito sem o desconto na PLR. Entretanto, este valor terá redução de 15 a 20%, comparativamente ao ano passado, sob a alegação de não ter atingido o fator de cumprimento dos 100% da performance coletiva e pela alta PDD (Provisões para Devedores Duvidosos), que somente no primeiro semestre de 2012 foi três vezes maior que o lucro líquido.

O pagamento será efetivado na folha de pagamento do 27 de fevereiro. O valor exato, porém, depende do fechamento do balanço do banco, que será publicado em março.

Em relação ao plano de saúde, os trabalhadores questionaram as alterações unilaterais realizadas pelo HSBC no dia 8 de janeiro. Elas foram divulgadas através de informativos internos e retiraram direitos do pessoal da ativa e dos aposentados, sem garantir melhorias ou a manutenção da qualidade do plano.

Além de reajustes que encarecerão o custo para os trabalhadores, o banco está criando uma nova divisão entre os bancários: os que são beneficiados pela Lei Federal nº 9.656/98 e têm direito à manutenção do plano de saúde (seis meses a dois anos) por contribuírem mensalmente e os que não terão a chance de contribuir e, por isso, não poderão usufruir da manutenção para além do que determina a Convenção Coletiva (máximo de 270 dias).

Para o diretor do Sindicato, Giovanni Alexandrino, a reunião foi importante para retomar as negociações e trouxe avanços, mas a luta deve continuar. “Já conquistamos avanços com o não desconto da PLR/PPR, graças à mobilização e força da categoria. Em março, nos reuniremos novamente com o banco para avaliar e cobrar melhorias no plano de saúde. Além disso, cobramos também que seja apresentada uma proposta digna de Previdência Complementar para todos os bancários”, afirmou.

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