Foi realizada, no dia 22 de fevereiro, uma reunião entre o Sindicato e a direção do Mercantil do Brasil. Representando os bancários, esteve presente o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves. Já o banco foi representado pelos superintendentes de RH Márcio Ferreira e José Bahia.

Foram debatidos temas como o auxílio educacional para o ano de 2019, a PLR 2018 e também assuntos relativos às recentes demissões ocorridas no banco, assim como a declaração de funcionários autorizando a gravação de voz no atendimento aos clientes.

O Mercantil anunciou que o lucro da instituição foi de R$ 53,403 milhões em 2018 e que o pagamento da segunda parcela da PLR será creditado no dia 28 de fevereiro. Prevalecerá o pagamento pelas regras da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, paga de forma proporcional ao lucro apurado.

Em relação à reivindicação do Sindicato pelo aumento no número de bolsas do auxílio educacional e majoração dos valores disponibilizados aos bancários, os representantes do Mercantil solicitaram o prazo de uma semana, a ser encerrar no dia 1º de março de 2019, para responder ao pleito dos trabalhadores. Afirmaram também que existe boa expectativa de reajuste nas bolsas para o ano de 2019.

Em relação às demissões, o Sindicato denunciou que os bancários do Mercantil do Brasil estão apreensivos com os desligamentos que vêm ocorrendo por todo o país, inclusive em Belo Horizonte.

O Sindicato recebeu uma grave denúncia de uma bancária que foi demitida logo ao fim de sua estabilidade provisória de emprego pós licença-maternidade. Anteriormente, a mesma bancária foi supostamente questionada por um superintendente Comercial do banco se sabia de sua gravidez antes de ser promovida. Um verdadeiro absurdo e falta de sensibilidade de um banco que investiu, recentemente, em uma onerosa e maciça propaganda nas traseiras dos ônibus da região metropolitana de Belo Horizonte, com o slogan de que é uma empresa que cuida bem de seus funcionários para cuidar bem de seus clientes.

Como justificativa às denúncias sobres as demissões, os representantes do Mercantil alegaram que o saldo de contratações é superior ao número de desligamentos. Em relação à denúncia da bancária desligada, os representantes ficaram de apurar as denúncias e tomar as providências necessárias caso seja comprovado o ocorrido.

Sobre as gravações de voz dos funcionários, o Mercantil alegou que a medida se faz necessária devido a eventuais questionamentos contratuais de clientes sobre contratações de empréstimos e serviços, e que a gravação seria uma forma de resguardar o banco sobre eventuais ações de consumidores bancários insatisfeitos.

O diretor do Sindicato Marco Aurélio Alves destacou que “é fundamental que os bancários denunciem imediatamente todos os casos de perseguição e assédio moral dentro do banco”.

 

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