Nesta quinta-feira, 24 de agosto, o Sindicato se reuniu com representantes do Bradesco, em Belo Horizonte, para tratar de questões ligadas aos funcionários e às unidades de trabalho. Na pauta, estavam o fechamento de agências em Belo Horizonte, a transferência de funcionários da centralizadora de seguros, o PDVE e seus impactos, assédio moral, metas abusivas, “plus” das metas e mobilidade.

Representando os funcionários, estiveram presentes os diretores do Sindicato Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Geraldo Rodrigues, Giovanni Alexandrino, Maristela Miranda e Wanderlei dos Santos. Já o Bradesco foi representado pelo diretor Regional Amadeu Suter Neto (Diretoria Minas 2) e sua assessora Denise Rocha.

Fechamento de agências

Os representantes dos bancários pediram informações do Bradesco sobre o fechamento de agências, que vem ocorrendo em todo o Brasil.

O banco informou que não há nenhum planejamento de fechamento de agências na Regional (Diretoria Minas 2) nos próximos 60 dias. Após este período, o diretor Regional do banco afirmou que o Sindicato será avisado sobre novos casos.

“Durante a reunião, exigimos do Bradesco a garantia do emprego de todos os funcionários e funcionárias atingidos pelo fechamento de agências”, afirmou o bancário do Bradesco e diretor do Sindicato Wanderlei dos Santos.

Transferência de funcionários da centralizadora de seguros

O Sindicato recebeu informação sobre a possibilidade de a Centralizadora de Seguros BH, localizada no 3º e no 4º andar da agência Centro (465), ter seus serviços transferidos para São Paulo. Por isso, durante a reunião, a entidade solicitou do diretor Regional que, no caso de migração dos serviços, os funcionários lotados na Centralizadora sejam transferidos para agências de varejo do banco.

Neste caso, os trabalhadores transferidos para as agências de varejo, que até então são securitários, passariam a integrar a categoria, conquistando todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

“Sempre lutamos em defesa do emprego e para que todos que trabalham em bancos sejam abrangidos pela CCT. A luta pelo emprego é, inclusive, nossa principal bandeira na Campanha Nacional 2017. Estamos na prática procurando atingir estes objetivos em relação ao Bradesco”, afirmou o funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca).

PDVE e seus impactos

Os trabalhadores também manifestaram preocupação diante do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) e seus impactos, como a sobrecarga de trabalho nas unidades causada pela falta de funcionários. A situação em todo o país é crítica e, mesmo com o lucro de R$ 9,352 bilhões no primeiro semestre de 2017, as condições de trabalho vêm piorando.

Diante disso, os representantes dos bancários cobraram transferência e reposição imediata dos funcionários que se desligaram através do PDVE.

A Diretoria Regional do banco informou que haverá reposição em todos casos de desligamento, seja através de contratação ou promoção.

Assédio moral

Ainda na reunião desta quinta-feira, os bancários destacaram que segue grande o volume de denúncias de assédio moral, sobrecarga, imposição de metas abusivas e desvios de função.

O Sindicato criticou as cobranças feitas pelas regionais aos funcionários, muitas vezes com ameaças e truculência. Outro problema é o chamado “plus”, que redistribui metas entre agências e tem gerado sobrecarga para os trabalhadores.

Os representantes dos funcionários cobraram também que o Bradesco tenha mais agilidade na apuração das denúncias de assédio moral.

Mobilidade

Os representantes dos bancários destacaram que o Bradesco continua pressionando funcionários para que aceitem ser transferidos para locais muito distantes, inclusive com ameaças de demissão dos trabalhadores que não concordam com a transferência.

Abertura de caixa pelo gerente Administrativo

O Sindicato também denunciou que, em algumas agências, o gerente Administrativo tem sido encarregado de abrir o caixa. Os trabalhadores destacaram que a situação fragiliza toda a área operacional da agência.

O diretor Regional, Amadeu Suter Neto, informou que a situação será verificada e ajustada.

O diretor do Sindicato Giovanni Alexandrino destacou que é fundamental que funcionárias e funcionários participem da luta contra os excessos do banco. “É através de diálogos, denúncias e de pressão que conseguiremos impedir que os gestores insistam em condutas que, muitas vezes, se caracterizam como assédio e inclusive estão além das normatizações do próprio banco. Por isso, é essencial que os trabalhadores denunciem as irregularidades ao Sindicato e também que participem das atividades e da mobilização. Só a luta nos garante”, afirmou.

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