Trabalhadoras e trabalhadores em todo o país reforçam a mobilização para construir a Greve Geral do dia 28 de abril. Em BH e região, o Sindicato continua realizando atos diários em frente a agências bancárias para convocar a categoria e a população para a luta contra os ataques do governo Temer.

Nesta segunda-feira, 10, a “Porta do Inferno” foi instalada na região da Floresta em Belo Horizonte. No local em que foi realizado o ato, se concentram agências da CAIXA, do Banco do Brasil, do Bradesco, do Itaú e do Santander. O objetivo da Porta é denunciar o “inferno” representado pelas medidas de Temer para os trabalhadores e todos os brasileiros. A população participou ativamente do ato e diversas pessoas pediram a palavra para criticar as medidas do governo e manifestar seu apoio à Greve Geral.

A reforma da Previdência, que destrói o futuro dos brasileiros, prejudica principalmente os mais pobres e vulneráveis. A pressão feita pelos trabalhadores com a realização de grandes atos nacionais, dos quais o Sindicato participou ativamente, já vem surtindo efeito e o governo sinaliza recuos em relação à proposta inicial. Mas a mobilização deve ser ainda maior para enterrar de vez este projeto que pode destruir a Previdência Social no Brasil.

Da mesma forma, a reforma trabalhista tramita na Câmara e visa, na prática, retirar direitos dos trabalhadores. Se aprovada, os acordos firmados com os patrões terão mais força que as leis trabalhistas e questões já estabelecidas, como férias, jornada de trabalho e horas extras, poderão ser flexibilizadas nas empresas.

Além disso, a terceirização sem limites, já aprovada por deputados que votam contra o povo, pode gerar diminuição dos salários, aumento nas jornadas, menos segurança e mais acidentes de trabalho.

Na pauta da mobilização, também está a defesa das empresas públicas contra o desmonte. Na CAIXA e no Banco do Brasil, por exemplo, já vêm ocorrendo reestruturações e planos de demissão voluntária que pioram as condições de trabalho dos bancários, assim como o atendimento à população. As medidas lembram o duro período do governo FHC, quando foi colocada em prática a estratégia de enfraquecimento e de privatização dos bancos públicos.

O momento é de enfrentamento e resistência. O Sindicato segue em luta e convoca todas e todos para ocupar as ruas e parar o Brasil na grande Greve Geral do dia 28 de abril.

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