Fotos: Alessandro Rodrigues

O Sindicato participou das manifestações deste 11 de julho, Dia Nacional de Lutas organizado pela CUT e demais centrais sindicais em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Durante o dia, a entidade paralisou as atividades de agências bancárias localizadas na região central de Belo Horizonte, contando com a adesão dos bancários.

A mobilização teve início na Praça Sete, às 10h e em seguida os participantes saíram em passeata pelas ruas do centro da Capital passando pelo prédio da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e seguindo em direção à sede do  Banco Central no bairro Santo Agostinho, onde o presidente do Sindicato, Cardoso em fala aos manifestantes criticou a elevação da taxa Selic para 8,5%, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, 10.

“O aumento da taxa básica de juros é absurdo e injustificável. Esta atitude é uma afronta e gera o empobrecimento da classe trabalhadora”, destacou Cardoso.

Os bancários, juntamente com as outras categorias e movimentos sociais, seguiram ainda para a porta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e Cemig. Cerca de 4 mil trabalhadores e estudantes seguiram ainda para a frente da Globo Minas, onde protestaram contra a criminalização aos movimentos sociais promovida pela empresa de comunicação e pela democratização da mídia no Brasil.

O Dia Nacional de Lutas mobilizou diversas categorias de trabalhadores em todo o Brasil. O objetivo foi pressionar o governo a destravar a pauta das reivindicações da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos ministérios. Além disso, com a mobilização se pretende abrir canais de diálogos com a sociedade e impulsionar reivindicações que surgiram nas ruas durante as manifestações realizadas em junho.

Entre os principais temas da pauta, os trabalhadores defendem o fim do fator previdenciário, a valorização das aposentadorias, a democratização da mídia, 10% do PIB para a educação, 10% do orçamento da União para a saúde, a reforma política e o combate ao PL 4.330 que permite a terceirização sem limites.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, a manifestação foi uma demonstração de força e união da classe trabalhadora, que mais uma vez foi às ruas para exigir que a pauta dos trabalhadores seja destravada no Congresso. “Os bancários estiveram presentes, com grande participação nas manifestações e no fechamento das agências bancárias. Continuaremos lutando para garantir que nossas reivindicações sejam atendidas”, afirmou.

Histórico de lutas

Em mais de 80 anos de história, o Sindicato marcou sua força política nacional através de importantes momentos, como a primeira greve sob seu comando, em 1946, a resistência à ditadura militar, inúmeras campanhas salariais, a filiação à CUT, em 1987, e o enfrentamento ao neoliberalismo na década de 1990.

Junto à categoria bancária em todo o Brasil, o Sindicato sempre lutou pela garantia de emprego, condições dignas de trabalho, contra a privatização dos bancos públicos, a entrega do patrimônio nacional, o assédio moral, a terceirização e por mais segurança nas agências. Uma importante conquista nacional fruto desta mobilização foi a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, que fortaleceu em nível nacional a luta destes trabalhadores e garantiu a unificação de direitos em todo o Brasil.

Somente nas últimas nove campanhas salariais, os bancários já conquistaram aumento salarial real de 16,22%, ganho real de 35,57% no piso, melhorias sucessivas na PLR, além de diversos avanços em questões de saúde, igualdade de oportunidades e segurança bancária.

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