Fotos: Marcos Alvarenga

Bancárias e bancários da base de BH e região foram às ruas nesta terça-feira, 29, para exigir respeito da Fenaban para com os trabalhadores após os bancos terem apresentado uma proposta frustrante, que não atende às reivindicações da categoria. Em protesto, o Sindicato retardou a abertura de 21 agências bancárias na região central de Belo Horizonte e realizou ato em frente à Agência Século da CAIXA, com a apresentação de esquetes teatrais da Cia dos Aflitos.

Este Dia Nacional de Luta faz parte de um calendário de mobilizações aprovado pelo Comando Nacional dos Bancários para pressionar os bancos, com indicativo de greve a partir de 6 de outubro. No Sindicato, uma Assembleia Geral Extraordinária será realizada nesta quinta-feira, 1º de outubro, para deliberar sobre a proposta da Fenaban e sobre o início da greve.

Na última rodada de negociação, realizada no dia 25 de setembro, em São Paulo, os bancos apresentaram proposta com reajuste de 5,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche, além de um abono de R$ 2.500,00, não incorporado ao salário. O reajuste proposto está muito abaixo da inflação, que ficou em 9,88% (INPC) em agosto deste ano, e significa perda real de 4% para os salários e demais verbas da categoria.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, é inaceitável o descaso com que os bancos receberam as reivindicações dos bancários durante as negociações. “A mobilização é nosso principal instrumento para pressionar os banqueiros e as direções dos bancos públicos para que apresentem propostas que respeitem a categoria e reconheçam o esforço diário dos trabalhadores nas unidades de trabalho. Estamos em luta contra a ganância dos bancos, que são o setor que mais lucra no Brasil, e exigimos mais contratações, o fim do assédio moral e das metas abusivas, melhores salários e melhores condições de trabalho e segurança nas agências”, destacou.

Principais reivindicações da categoria

– Reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).

– PLR: 3 salários mais R$7.246,82.

– Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

– Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

– Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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