Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Sindicato realizou ações em diversas agências de Belo Horizonte para conscientizar a categoria e clientes dos bancos sobre a discriminação ainda sofrida pelas mulheres.

Com a apresentação de esquetes teatrais lúdicas da Cia dos Aflitos, a entidade destacou a ainda forte presença do machismo no cotidiano. Ele se manifesta em forma de piadas, no desrespeito à liberdade, às opiniões e aos corpos das mulheres, na discriminação no mercado de trabalho e na violência física, que muitas vezes leva ao feminicídio.

Entre práticas cotidianas do machismo, podem ser citados o mansplaining, que consiste na prática de homens que tentam explicar coisas óbvias a mulheres, como se as mesmas não tivessem capacidade de entendimento e tivessem que ser instruídas, e o manterrupting, prática comum em que homens interrompem mulheres enquanto as mesmas falam sobre determinado assunto, seja em conversas casuais ou palestras e reuniões de trabalho.

“O machismo deve ser combatido todos os dias e em todas as esferas da sociedade, pois ele ainda está profundamente entranhado em nossa cultura. Neste Dia da Mulher, reforçamos nossa luta por respeito, por igualdade, por mais espaço nas esferas decisórias da sociedade e contra qualquer tipo de discriminação ou violência”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Nesta sexta-feira, o Sindicato participa também de um ato que lembrará um ano do assassinato de Marielle Franco, os crimes cometidos pela Vale em Minas Gerais e ainda a luta contra a reforma da Previdência, que atingirá em cheio as mulheres brasileiras se for aprovada. A mobilização, promovida pela Frente Brasil Popular, terá início às 17h na Praça Raul Soares, na região central da capital mineira.

Confira imagens das atividades nas agências bancárias:

 

 

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