Mais uma vez, o Sindicato teve que atuar para impedir que funcionárias e funcionários do Itaú trabalhassem em condições insalubres na agência 3176 em Belo Horizonte. A entidade fechou a agência nesta terça-feira, 8 de outubro, após constatar que o banco não tomou medidas eficazes para garantir condições de trabalho.

A unidade já havia sido fechada pelo Sindicato no dia 4 de outubro, já que funcionários e clientes estavam convivendo com poeira e entulho decorrentes de uma obra estrutural na agência. Além disso, no dia 4, um funcionário passou mal e teve que ser levado de ambulância para o hospital.

O Sindicato havia alertado o Itaú sobre o problema, mas ele não foi solucionado. Após a paralisação do dia 4, o banco reforçou a equipe de limpeza da unidade, mas a medida não foi suficiente para acabar com a poeira da obra.

“Fechamos a agência e enviamos um comunicado ao setor de Relações Sindicais do Itaú cobrando que ela permaneça fechada até que ofereça condições dignas de trabalho e atendimento. O objetivo é preservar a saúde dos funcionários e clientes, assim como evitar acidentes durante a obra, que ainda deve durar por cerca de 70 dias”, afirmou a funcionária do Itaú e diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte.

Antônio Guimarães (Magaiver), que também é diretor do Sindicato, explicou que funcionárias e funcionários da unidade já foram direcionados para outras agências. “Diante da situação, solicitamos também que o banco redimensione as metas para que estes trabalhadores não sejam prejudicados”, destacou.

Já o diretor do Sindicato Tárcio Chamon ressaltou que a entidade segue acompanhando de perto o caso. “Segundo o Itaú, esta obra faz parte de um projeto piloto de mudança na estrutura interna das agências. Por isso, permanecemos atentos diante da possibilidade de que obras sejam realizadas também em outras unidades. Orientamos que bancárias e bancários denunciem ao Sindicato qualquer situação em que faltem condições de trabalho e de atendimento”, afirmou.

 

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