Foi realizada no dia 22 de setembro, nova reunião entre os Sindicatos, Fetrafi-MG/CUT e Contraf-CUT, com a direção do Mercantil do Brasil, para cobrar o fim processo de reestruturação da empresa, que culminou com o anúncio de fechamento das plataformas de serviços localizadas nas cidades de Salvador, Brasília e Recife  e das recentes demissões patrocinadas pelo banco, que já contam com mais de 18 desligamentos de pais e mães de família, somente neste mês. O movimento sindical reivindicou do banco a adesão voluntária à cláusula 62 da CCT dos bancários, que trata da  requalificação e a realocação de empregados, com o objetivo de aprimoramento técnico, o qual será aplicado em situações específicas decorrentes de reestruturações organizacionais  que envolvam encerramento de atividades e  encerramento de locais e  mudanças tecnológicas.

Cobrado pelo movimento sindical, o Banco Mercantil negou o pedido para o cancelamento das demissões e mais uma vez argumentou que o fechamento das plataformas, foi ocasionado pelo baixo retorno financeiro dessas praças e que o foco principal do banco se concentra nas praças em que saiu vitorioso nos leilões de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. O representante do banco afirmou que o processo de estudo de viabilidade e fechamento de unidades de serviços é contínuo e que poderão ocorrer novas demissões pontuais em toda a sua rede de agências. O banco também se negou a aderir voluntariamente  à cláusula 62, da CCT, que trata da realocação dos funcionários.

Diante da intransigência do Mercantil do Brasil, o movimento sindical reivindicou a extensão, até o dia 31 de dezembro, do acordo conquistado junto ao MPT/ MG, em junho de 2020, para bancários recém-demitidos, que contemplou os seguintes benefícios aos desligados:

– Pagamento de indenização a todos os trabalhadores demitidos a partir, no valor total de R$ 3.500,00. Destes, R$ 2.500,00 representam uma rescisão complementar a ser paga em dinheiro através de depósito em conta corrente. Já os outros R$ 1.000,00 serão pagos no cartão da cesta alimentação.

– Majoração da indenização de requalificação profissional prevista na CCT bancários para o valor de R$ 2.000,00. O valor será reembolsado através de apresentação de nota fiscal correspondente ao curso escolhido pelo bancário, com data limite para apresentação no dia 31 de dezembro de 2020.

– Ampliação da assistência médica hospitalar e do plano odontológico por mais seis meses, sem prejuízo aos prazos garantidos e determinados pela CCT.

– Seguro de vida no valor de R$ 130.000,00.

O Mercantil do Brasil ficou de responder as solicitações do movimento sindical ainda essa semana, sinalizando que poderá atender ao pedido de extensão dos benefícios apenas aos trabalhadores de Salvador, Recife e Brasília, que foram diretamente desligados por conta do encerramento dessas plataformas.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil do Brasil, diretor do Sindicato e coordenador Nacional da COE BMB, a luta dos sindicatos tem que ser pela manutenção dos empregos. “O Mercantil do Brasil não tem por que demitir, uma vez que continua lucrando alto, em torno de 74 milhões nos seis primeiros meses do ano. Cobramos que o banco tenha responsabilidade social e não demita durante essa crise sanitária sem precedentes”, afirmou.

Para Magaly Fagundes, presidenta da Fetrafi-MG/CUT, o que o Mercantil  fez com estes trabalhadores não tem nenhuma justificativa, principalmente frente ao grande momento financeiro que a empresa atravessa. “Por isso o movimento sindical cobra do banco a majoração sobre as indenizações e benefícios, como forma a amenizar o sofrimento dos funcionários demitidos em plena crise sanitária e econômica, que dificultará muito o reposicionamento destas pessoas no mercado de trabalho.”, ressaltou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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