A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, na última quinta-feira, 19, para debater sobre a proposta de acordo sobre o teletrabalho apresentada pelo BB. Os trabalhadores já deixaram claro para o banco que querem melhorias no que foi apresentado, principalmente em relação ao início do pagamento da ajuda de custo para quem está em home office. O Banco do Brasil propôs que o pagamento ocorra apenas a partir de julho de 2021 e a CEBB cobra que ele seja feito já a partir de janeiro.

Outra proposta recusada pela representação dos funcionários é sobre o pagamento da ajuda de custo apenas para quem cumprir mais de 50% do tempo em teletrabalho. A CEBB defende que todos em teletrabalho recebam a ajuda de custo, já que, se o funcionário passar mais do que 50% do tempo exercendo sua função nas dependências do banco, isto ocorrerá por alguma necessidade funcional e ele não deve ser penalizado por isso.

No momento de fechamento desta matéria, o Banco do Brasil chamou os representantes dos funcionários para uma nova reunião a ser realizada nesta terça-feira, 24 de novembro, a partir das 16h. Novas informações serão publicadas em breve.

Os trabalhadores vão defender a expansão da possibilidade de teletrabalho também para os funcionários de outras áreas como, por exemplo, os escritórios digitais. Além disso, o movimento sindical reivindica a possibilidade de acesso e contato com os trabalhadores que desempenharem suas funções na modalidade de teletrabalho. Isto é fundamental para a organização dos funcionários em defesa dos seus direitos, melhores condições de trabalho e remunerações.

“Precisamos avançar nas negociações, do contrário fica difícil fechar um acordo. Da forma como está hoje, é inviável levar a proposta para aprovação em assembleias”, afirmou Luciana Bagno, diretora do Sindicato e representante de Minas Gerais na mesa com o BB.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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