Em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira, 13, o presidente ilegítimo Michel Temer deu mais uma demonstração de seus planos de privatizações e de enfraquecimento do setor público. Ao falar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os gastos do País por 20 anos, Temer citou o noticiário desta semana, em torno do Banco do Brasil, sobre rumores de um possível desligamento de funcionários de grandes proporções.

Disse Temer: “Um dos cortes que nós temos feito, ainda hoje, a imprensa registra um número infindável de contratações no Banco do Brasil. O Banco do Brasil está pensando em cortar uma porção de funções, de cargos que lá existem, que são absolutamente desnecessários”. A declaração causou indignação entre funcionárias e funcionários do Banco do Brasil.

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a fala de Temer reforça ainda mais a postura de ataque do atual governo aos trabalhadores, às empresas e serviços públicos.

“O ataque que o Michel Temer faz aos funcionários do Banco do Brasil, apenas baseado nas especulações da imprensa, demonstra um desconhecimento de que o papel do BB se tornou mais relevante quando de fato seus funcionários foram mais valorizados, com o fim da política de reajustes zero e a recuperação de direitos. Cresceu o banco, cresceram os funcionários. E o que vemos hoje, nos milhares de agências e unidades do BB, é justamente a necessidade de mais pessoas para se atender melhor aos clientes que geram lucros bilionários ao banco e ao governo”, destacou Wagner.

Bancários cobram explicações do BB

Durante a assinatura do acordo aditivos específico com o Banco do Brasil, nesta quinta-feira, 13, em São Paulo, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e sindicatos entregaram ofício aos representantes do banco cobrando explicações sobre um eventual plano de aposentadoria incentivada e de demissão voluntária, e também sobre um grande processo de reestruturação no BB. Vários veículos de comunicação noticiaram, nos últimos dias, que o BB teria projeto de desligar 18 mil funcionários.

Em comunicado interno, o banco não confirmou a intenção de readequação dos quadros, apenas informou que extinguiu a diretoria de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas (Diref) e a diretoria de Crédito Imobiliário (Dimob). As medidas são decorrentes da nova gestão do banco, comandado por Rogério Caffarelli, que tem foco puramente comercial, em melhorar os resultados do banco.

Para Wagner Nascimento, o banco precisa responder ao questionamento das entidades e também se pronunciar oficialmente sobre os planos de redução de quadros. “Não é certo os funcionários saberem de demissões, corte de funções e reestruturações pela imprensa. Isto gera uma onda de incertezas e boatos que são rapidamente multiplicados e que, de fato, prejudicam o dia a dia nas unidades de trabalho em todo o país”, avaliou.

Dos 109,6 mil empregados do Banco do Brasil, pelo menos 12 mil já teriam requisitos para solicitar a aposentaria complementar da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do BB. Na avaliação de Wagner Nascimento, o enxugamento do número de funcionários é prejudicial para a instituição financeira e a não reposição de vagas de aposentados piora as condições de trabalho de quem fica.

“Não repor vagas de aposentados sobrecarrega quem fica. O banco precisa ser oxigenado. Somos contra esse enxugamento e contrários a qualquer PDV. Um plano de incentivo à aposentadoria precisa ser analisado. Muitos esperam esse incentivo para requerer o benefício”, destacou.

Wagner também ressalta que a extinção da Diretoria de Relações com Funcionários é ruim, pois reduz a interlocução do BB com os funcionários.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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