A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco realizam, nesta sexta-feira, 14, a partir das 10h, a terceira reunião de negociações específicas em busca da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários. Desta vez, serão debatidas questões ligadas à saúde e às condições de trabalho. A reunião ocorrerá por videoconferência.

“Mais do que nunca, a saúde deve ser o tema central da nossa Campanha Nacional. É inadmissível esse nível de adoecimento em um dos setores mais lucrativos do país. Não bastasse o preocupante cenário em função do coronavírus, o que percebemos foi um aumento da pressão da cobrança para o cumprimento de metas e do assédio moral durante a pandemia”, destacou Luciana Bagno, que é diretora do Sindicato e participa das negociações com o BB.

A mobilização de funcionárias e funcionários é fundamental para garantir avanços durante este período de negociação. Mesmo com a pandemia, a distância não irá limitar a luta. Por isso, acompanhe o Sindicato também pelo Facebook, pelo Instagram e pelo Twitter e compartilhe as publicações. #NaLutaComVocê

Dados de adoecimento

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), com dados da Previdência Social, comprovam que a categoria bancária é uma das que mais adoece por conta do trabalho. Entre 2009 e 2013, houve um aumento de 40,4% no total de benefícios concedidos aos bancários, enquanto que para as demais categorias profissionais o crescimento foi de 26,2%.

Ainda segundo dados do INSS, de 2009 a 2018 mais da metade (56%) dos afastamentos de bancários foram reconhecidos como doença do trabalho, sendo as mais comuns: depressão, ansiedade, estresse e as LER/Dort. As doenças psicológicas foram progressivamente tornando-se prevalentes; de 2013 em diante, passaram a ser maiores que as Ler/Dort.

Segundo o Observatório de Saúde do Trabalhador, do Ministério Público do Trabalho, a incidência das doenças mentais e tendinites entre bancários é no mínimo de 3 a 4 vezes maior que a da maioria da população. O que demonstra que o fator trabalho é crucial para essa incidência.

Entre 2012 e 2017, os bancos foram responsáveis por apenas 1% dos empregos criados no país, mas por 5% dos afastamentos por doença, ainda segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Além deste cenário comprovadamente adoecedor, existem agravantes no Banco do Brasil, que oferece diferentes planos de saúde, já que não houve unificação para os funcionários de bancos incorporados.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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