Foi realizada nesta segunda feira, 24 de junho, a 3º reunião ampliada da Diretoria Regional do Dieese em Minas Gerais. Estiveram em pauta temas como a situação do Dieese, a construção do Observatório Estadual do Trabalho, o fim da pesquisa de emprego e desemprego na cidade de São Paulo, impactos da MP 873, entre outros. O Sindicato foi representado pelo diretor Marco Aurélio Alves, que também integra a diretoria do Dieese.

Em mesa, foram apresentados o balanço financeiro nacional do Dieese e o enfrentamento do órgão diante da atual conjuntura altamente desfavorável, com redução do número de sócios e a consequente redução do quadro de funcionários da entidade. Dos 17 escritórios regionais espalhados pelo país, sete encontram-se em déficit operacional, o que pode levar a uma redução no número de representações estaduais. Pela importância estratégica e organização do movimento sindical mineiro, a regional mineira se encontra com superávit.

Fim da pesquisa de emprego e desemprego em SP

Foi anunciado, na reunião, que o Governo de São Paulo cortou recursos e conseguiu extinguir a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na capital paulista. A PED era realizada de forma contínua, em parceria com o Dieese, desde 1985, na Região Metropolitana de São Paulo, com amostra mensal em cerca de três mil domicílios.

A pesquisa tinha como objetivo captar, através de amostragem probabilística, informações sobre mercado de trabalho urbano. Além das características pessoais dos ocupados, desempregados e inativos – tais como sexo, idade, nível de instrução, posição no domicílio – eram levantados dados sobre ramos de atividade, a extensão da jornada trabalhada, o tempo de permanência no emprego, posição na ocupação, rendimentos do trabalho etc.

O fim da pesquisa representa uma perda para a produção de informações relativas ao emprego e desemprego de trabalhadores brasileiros.

Construção do Observatório do Trabalho em Minas Gerais

Na reunião, também foi anunciado que o Dieese está formatando, em Minas Gerais, o projeto do Observatório do Trabalho. Focado em três eixos, como trabalho tradicional, saúde e segurança do trabalho e trabalho decente, o estudo terá a participação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O principal objetivo do Observatório é organizar informações, fazer estudos e análises e elaborar propostas de ação em relação às questões do mundo do trabalho. Isto para subsidiar, em tempo eficaz, os gestores, conselheiros de políticas públicas locais e demais atores envolvidos, tendo em vista a melhoria constante das condições de vida, sobretudo nas dimensões do trabalho e da remuneração.

Para Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato e do Dieese, o debate junto ao Departamento se faz urgente e necessário diante da conjuntura bastante desfavorável aos trabalhadores brasileiros. “O fim da PED em São Paulo se caracteriza como uma perda irreparável, pois quebra uma série histórica de acúmulo de informações sobre o emprego e desemprego na maior cidade do País. Em contrapartida, o anúncio da construção do Observatório do Trabalho em Minas Gerais é uma excelente notícia, pois a tarefa central do organismo é articular a produção de conhecimento com a produção de informação para a tomada de decisão. Para isso, é necessária a mobilização de uma rede de produtores de informação e de observadores, compostas por pessoas ou instituições, do setor público e do setor privado, engajadas nas questões relativas ao mundo do trabalho e da geração de trabalho e renda”, afirmou.

 

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