Nem palmas ao governo Dilma Rousseff, nem golpe. Os atos programados para esta quinta-feira, dia 20 de agosto, em todo o país, defenderão uma agenda de reformas à esquerda, que fuja da atual política econômica recessiva. Ao mesmo tempo, as manifestações pretendem reunir os indignados com a intolerância e a revolta seletiva. Em Belo Horizonte, o ato em defesa da democracia, dos direitos, contra o ajuste fiscal e contra a direita será realizado nesta quinta, 20, a partir das 16h, na praça Afonso Arinos, na região central da capital.

Em coletiva no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo nesta segunda, 17, dirigentes da CUT, MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), UJS (União da Juventude Socialista), UNE (União Nacional dos Estudantes) e Intersindical ressaltaram que as manifestações serão de cobrança e crítica, mas muito distantes das manifestações de ódio que tomaram o país.

Embora a mídia tradicional tenha falado em manifestações “pacíficas”, os atos do domingo, 16 de agosto, tiveram até pregações de morte a quem pensa diferente.

Também estão confirmados atos em pelo menos mais outras 11 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Recife, Salvador, Goiânia, Fortaleza, Belém, Porto Alegre e Florianópolis.

Agenda Brasil

Um manifesto divulgado pelos movimentos sindical e sociais defende uma plataforma de reformas urbana, tributária, educacional, a democratização dos meios de comunicação e a reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

As manifestações devem reforçar o enfrentamento à direita mais conservadora, que semeia intolerância, preconceitos e está representada por vários retrocessos conduzidos por Eduardo Cunha no Congresso Nacional, mas também o enfrentamento direto ao atual ajuste fiscal conduzido pelo governo federal, estaduais e municipais, cobrando uma saída popular para crise.

Os trabalhadores se opõem à proposta da Agenda Brasil, uma plataforma divulgada pelo Senado que inclui retrocessos como o avanço da terceirização, a flexibilização da agenda ambiental e o ataque aos territórios indígenas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT

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