A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais lançam, nesta quarta-feira, 30, a Campanha Nacional em Defesa das Estatais e do Serviço Público. Serão realizados atos presenciais e virtuais em diversos locais do país. Em Belo Horizonte, houve manifestação na Praça da Estação, com um ato em memória às vítimas da pandemia, e carreata até a Assembleia Legislativa.

A campanha será permanente e visa denunciar à sociedade os prejuízos causados à população pelo processo de destruição do setor público brasileiro, que vem sendo intensificado pelo governo atual governo.

A população brasileira já sofre com falta de estrutura e dificuldade de acesso a serviços públicos. Agora, a proposta de Emenda Constitucional da reforma administrativa (EC 32), que Bolsonaro enviou ao Congresso, faz com que estes serviços passem para as mãos de Organizações Sociais (OS) e prevê instrumentos que precarizam o trabalho e o atendimento.

Com a campanha lançada nesta quarta-feira, 30, trabalhadoras e trabalhadores chamam atenção para a importância de investir mais no setor público, ao invés de retirar recursos como tem sido feito. O projeto de desmonte pode fazer com que todos os brasileiros tenham que pagar por saúde, educação, segurança, acesso à água e demais serviços, prejudicando principalmente os mais vulneráveis e afetando o desenvolvimento social do país.

Bancos públicos

Além dos trabalhadores bancários, toda a população pode ser afetada por propostas que ameaçam instituições centenárias como a CAIXA e o Banco do Brasil. São estes bancos públicos que garantem serviço bancário em bairros e cidades mais afastados dos centros comerciais, já que bancos privados concentram agências em locais onde a população tem mais renda.

Em 2012, os bancos atendiam 66% dos municípios brasileiros. Atualmente, apenas 58%. Isto ocorre também pelo desmonte de bancos públicos. Nos últimos três anos, a CAIXA perdeu 42 agências. Já no Banco do Brasil, do final de dezembro de 2014 até março de 2020, houve o fechamento de 1.156 unidades.

O sucateamento, que afeta o atendimento à população, também inclui a redução do quadro de funcionários. A CAIXA, por exemplo, chegou a ter 101.484 empregados em 2014. Já no balanço do 1º trimestre de 2020, o banco informou que conta com 84.113 trabalhadores.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e CUT/MG

 

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