Os representantes dos trabalhadores do Itaú querem explicações do presidente do banco, Candido Bracher, sobre as declarações dadas, nesta quarta-feira, 31, em teleconferência com jornalistas para comentar os resultados do segundo trimestre. Bracher deu a entender que o fechamento de agências deve continuar ao longo deste ano, ainda que em um ritmo menor. “Onde temos agências próximas e uma delas é capaz de comportar o fluxo de clientes há possibilidade de redução”, disse Bracher.

De acordo com o relatório feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no balanço do banco, em doze meses, foram fechadas 199 agências físicas – sendo 195 somente no 2º trimestre – e abertas 36 agências digitais. Com isso, o banco conta, atualmente, com 3.332 agências físicas e 196 agências digitais.

Segundo o presidente do Itaú, o fluxo de clientes aos estabelecimentos tem diminuído conforme cresce a oferta de serviços digitais. O banco abre, hoje, 70 mil contas digitais por mês, praticamente o mesmo número das agências, sem considerar as aberturas realizadas para atender a folha de pagamento de empresas, segundo o executivo.

As entidades que representam a categoria bancária cobram esclarecimentos sobre quais unidades o Itaú pretende fechar e como os trabalhadores destas agências serão realocados. Os fechamentos afetam não apenas funcionários, mas também os clientes, que têm que percorrer longas distâncias para chegar às agências.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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