O processo de reestruturação e a migração de funcionários para os escritórios digitais está causando um verdadeiro caos no atendimento das agências do BB.

Em pleno “ano do atendimento” o cenário encontrado atualmente na maioria das agências do BB é, no mínimo, caótico. Sem repor os mais de 9 mil funcionários que se desligaram no último PEAI, além de reduzir cargos e comissões no processo de reestruturação, o BB mais uma vez sacrifica a rede de atendimento ao migrar das agências para os escritórios digitais, centenas de gerentes de relacionamento e assistentes de negócios. O fato é que as contas migram, os gerentes e assistentes migram, mas o fluxo de atendimento permanece a todo vapor nas agências.

Com isso, o resultado não poderia ser diferente: clientes insatisfeitos, que tendem a procurar outros bancos. O Sindicato denuncia que parece ser justamente esta a estratégia do Banco do Brasil, promovendo o desmonte da estrutura de atendimento com o suposto objetivo de imprimir eficiência e modernidade nas unidades de negócios daquele que já foi o maior banco do país

“Em visitas às agências vimos casos de clientes esperando mais de duas horas para ser atendido. Funcionários que mal podem fazer um lanche e ainda têm que cumprir metas, ler normativos e fazer cursos. Estive em agências onde vi folhetos sugerindo ao cliente procurar o correspondente bancário. Atitude paradoxal por que atenta contra a sobrevivência de nossa categoria” afirmou o dirigente da Fetrafi/MG Rogério Tavares.

À insatisfação e irritação dos clientes soma-se a pesada carga de trabalho dos funcionários. O estresse causado pela situação traz mais afastamentos a uma das categorias que mais sofrem adoecimentos provocados pelo trabalho.

Os representantes dos funcionários do BB cobram da direção o cumprimento da Missão de ser um banco “com espírito público em cada uma de suas ações, junto a clientes, acionistas e toda a sociedade”.

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