Iniciando as discussões dos encontros estaduais de bancários da CAIXA e do BB, neste sábado, 5, o técnico do Dieese na subseção da Fenae, Felipe Miranda, realizou um painel que tratou da importância dos bancos públicos para a cidadania e o desenvolvimento econômico inclusivo.

Em sua análise, o técnico do Dieese afirmou que é preciso superar a ideia de que tudo que é público é menos eficiente. “Este é um argumento neoliberal falho e ideológico, que tenta afirmar que o privado sempre é melhor que o público. O falso debate quer apenas escamotear o verdadeiro cerne da questão, que é entender que aquilo que não é público é mercantil e visa apenas o lucro”, explicou.

Para Felipe, é fundamental compreender que as empresas públicas atuam com foco na cidadania, tratando as pessoas não como consumidores, mas sim como sujeitos de direitos. Neste sentido, os bancos públicos são essenciais para assegurar um desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Entre os exemplos, estão a atuação da CAIXA no mercado imobiliário e na execução de importantes programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, assim como a atuação do Banco do Brasil no crédito para a agricultura familiar. Além disso, os bancos públicos tiveram extrema relevância na superação da crise que explodiu em 2008, com um papel anticíclico na ampliação do crédito para fomentar o desenvolvimento, enquanto os bancos privados reduziram os empréstimos.

Em sua apresentação, Felipe Miranda também apresentou aos bancários uma breve análise dos balanços dos cinco maiores bancos que atuam no Brasil, entre eles a CAIXA e o Banco do Brasil.

Defesa dos bancos públicos

O segundo painel do evento foi realizado pelo diretor de Administração e Finanças da Fenae, Cardoso, e tratou da luta nacional em defesa dos bancos públicos diante do desmonte promovido pelo governo Temer.

O bancário explicou aos participantes como se deu a organização da campanha “Defender a CAIXA é defender o Brasil”, organizada pela Fenae com a participação de entidades ligadas à moradia popular. A campanha foi levada a diversos meios de comunicação de todo o país, foram realizados atos e manifestações, além da presença no Congresso Nacional para conscientizar parlamentares sobre a importância da manutenção da CAIXA 100% pública.

Cardoso destacou ainda que a atuação de sindicatos para a disseminação desta luta junto à categoria e toda a população é fundamental.

Diante da repercussão, a reação do banco foi imediata e percebe-se a pressa do governo Temer em promover o desmonte. Segundo o diretor da Fenae, em todo o país, é nítida a rápida mudança no perfil de atendimento da CAIXA à população, com a diminuição de seu papel social.

Cardoso citou ainda a importância do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, que envolve diversas centrais sindicais, entidades e movimentos sociais buscando chamar a população para uma luta ampla em defesa do patrimônio dos brasileiros. O Comitê é coordenado por Rita Serrano, empregada da CAIXA e representante eleita dos trabalhadores no Conselho de Administração do banco.

 

 

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