Durante a manifestação em protestos contra o Projeto de Lei 4.330/2004, que precariza as relações de trabalho, o presidente do Sindicato, Cardoso, juntamente com os trabalhadores presentes foi covardemente agredido com extrema violência na Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira, 3. A sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) que votaria a proposta foi cancelada após conflito entre trabalhadores e as polícias Militar e Legislativa.

Por volta das 14h30, policiais formaram um cordão de isolamento na entrada do Anexo 2 da Câmara dos Deputados, que dá acesso à CCJC, para impedir a entrada de manifestantes e dirigentes da CUT no Congresso Nacional. Os trabalhadores foram duramente agredidos e ofendidos pelas polícias, que usaram gás de pimenta e violência para barrar a manifestação. Houve tumulto e correria, inclusive com dirigentes cutistas feridos.

Mais cedo, parte dos manifestantes já havia conseguido entrar no plenário do Anexo, que acabou sendo esvaziado. O presidente nacional da CUT Vagner Freitas tenta liberar os trabalhadores cutistas que foram presos durante a manifestação.

O presidente do Sindicato, Cardoso, denunciou que os trabalhadores foram agredidos e que ele próprio foi alvo de ofensas por parte dos policiais. “É um completo absurdo o que ocorreu em um lugar que é a casa do povo brasileiro. Trabalhadores foram impedidos de entrar no local com uso de violência por parte dos policiais, que de forma covarde e sem necessidade, agrediram os manifestantes. Foram usados armamentos não letais e sprays de pimenta e muitos trabalhadores ficaram machucados”, afirmou.

Após o cancelamento da sessão, dirigentes e a militância da CUT foram para o acampamento montado em frente ao Congresso Nacional onde é feita a vigília organizada contra a votação do PL 4330. De autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), a proposta permite a terceirização sem limites e traz risco para a organização dos trabalhadores no Brasil. Os manifestantes permanecerão acampados no local para acompanhar uma possível votação e pressionar os parlamentares pelo voto contrário ou pela retirada do projeto.

Apesar da forte repressão contra os representantes da CUT que estão sendo barrados de entrar no Congresso Nacional por centenas de seguranças do Legislativo, policiais militares e à paisana , eles resistem e enfrentam a violência policial. Nem mesmo o uso e o abuso do gás de pimenta, cassetete e bombas intimidam os militantes que continuam continuam pressionando para que a voz dos trabalhadores seja ouvida.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e CUT Nacional

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