Foto: Jailton Garcia – Contraf-CUT

A primeira reunião de 2016 entre representantes dos financiários e a Federação Nacional de Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Fenacrefi) tratou, na quinta-feira, 17, em São Paulo, dos grupos de trabalho sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e Terceirização. O diretor do Sindicato, Davidson Siqueira, participou da reunião e o também diretor Carlindo Dias (Abelha) esteve presente como secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

A instalação das mesas temáticas é uma conquista da Campanha Nacional de 2015 e, no dia 17, foi dado o primeiro passo para que comecem a trabalhar. Os grupos bipartites, formados pelos representantes dos financiários e das empresas, vão discutir um novo modelo de PLR e os problemas relacionados à terceirização, muito grande no setor.

A Fenacrefi ficou de passar aos representantes dos trabalhadores uma agenda com as datas de trabalho das mesas temáticas. Os dois grupos terão grande participação de federações e sindicatos de várias partes do país. O objetivo dos representantes dos financiários é de que os debates contribuam para melhorar as condições de trabalho dos funcionários.

Terceirização

A Contraf-CUT estima em mais de 500 mil o número de trabalhadores que prestam serviço para as financeiras, em todo o Brasil. Porém, na base da Fenacrefi, há apenas 10 mil. Na mesa temática, deve ser realizada uma análise da realidade da categoria com informações levadas por sindicatos e federações.

PLR

Em função do grande número de trabalhadores terceirizados dentro do setor, muitos direitos, como a PLR, também são prejudicados. O grupo de trabalho sobre o tema terá a função de discutir os diferentes programas de PLR dentro das instituições financeiras e de propor um modelo de melhor distribuição. O objetivo é que a distribuição seja mais justa e que não beneficie somente os grandes cargos, mas todos os trabalhadores.

Para o diretor do Sindicato e secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Carlindo Dias (Abelha), a implantação das mesas temáticas contribui para a valorização dos financiários. “Os trabalhadores estão espalhados por várias modalidades de emprego, trabalhando em lojas, concessionárias, no varejo como um todo, muitas vezes sem ter seus direitos reconhecidos. Esperamos que com os avanços das discussões nas mesas possamos corrigir essas distorções”, concluiu o dirigente.

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores também reivindicaram que a Campanha Salarial 2016 cumpra sua data-base, que é 1º de junho. Em 2015, como em vários anos, a financeiras aguardaram a finalização da campanha dos bancários para apresentarem suas propostas. As empresas também insistem na ideia de aplicar um índice diferenciado por financeira, mas os trabalhadores reafirmaram que não concordam com a proposta, já que ela pode ampliar ainda mais a terceirização no setor.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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