Na manhã desta segunda-feira, 5, com o fim do recesso parlamentar e a volta dos deputados às atividades no Congresso Nacional, a CUT realizou protestos nas ruas e nas redes sociais para pressionar parlamentares contra a votação da reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

Durante a madrugada, centenas de manifestantes se reuniram em diversos aeroportos do País para abordar os deputados que estavam embarcando para Brasília. O recado, que já está bem claro para os parlamentares, foi reforçado: se eles votarem a favor da reforma, não serão reeleitos neste ano.

Nas redes sociais, a pressão também foi intensificada. No Twitter, a hashtag #QuemVotarNãoVolta ficou entre os três assuntos mais comentados durante toda a manhã. O governo, que tentou emplacar a hashtag #TodosPelaReforma no mesmo momento, só conseguiu apoio das páginas institucionais dos Ministérios, comandadas por seus subordinados. O povo deixou claro que a opinião pública já entendeu que não se trata de reforma, mas sim do desmonte da Previdência.

Levantamento de 50 tweets mencionando #TodosPelaReforma constatou que 20 menções favoráveis eram de páginas oficiais do governo, enquanto as 30 menções contrárias eram dos usuários comuns da rede social, ou seja, da população brasileira que é contra o fim da aposentadoria. Já uma pesquisa Cut/Vox mostrou que 85% da população é contra a reforma.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a pressão sobre os parlamentares em suas bases eleitorais foi decisiva, até agora, para impedir que o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) alcançasse a exigência mínima de 308 votos do total de 513 deputados para aprovar a impopular reforma da Previdência. “A pressão intensa feita por nossos sindicatos nas bases eleitorais dos deputados, nos aeroportos e nas praças públicas, foi o que barrou até agora a entrada da medida na pauta de votação da Câmara”, afirmou.

Em ano de eleição, diz Vagner, “ninguém vai querer ser enterrado politicamente junto com Temer, o mais impopular e rejeitado presidente que o Brasil já teve”.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT

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