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Intensificar a campanha “Se é público, é para todos” e reunir as 200 assinaturas necessárias para criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa das Empresas e Serviços Públicos no próximo mês. Estas foram duas das metas definidas ontem, 18, durante o lançamento da campanha “Se é público, é para todos” no Congresso Nacional.

O Sindicato esteve presente no evento, representado pela presidenta Eliana Brasil e pela diretora Bianca Lourenço. Participaram ainda do encontro a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, o presidente da Federação das Associações dos Empregados da CAIXA (Fenae), Jair Ferreira, e os diretores da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Moraes, e da União Geral dos Trabalhadores, Willian Roberto Louzada, além do senador Paulo Paim (PT-RS).

Durante pouco mais duas horas, eles destacaram projetos do governo golpista que ameaçam as empresas e os serviços públicos, entre os quais a PEC 241, que limita os investimentos em setores fundamentais.

O debate foi acompanhado por representantes de diversas entidades e parlamentares, como as senadoras Fátima Bezerra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). A ideia, agora, é que essa repercussão se estenda por várias instâncias da sociedade civil, desde associações de bairro até câmaras municipais, assembleias e o próprio Congresso, passando por entidades sindicais, associativas e sociais, como forma de informar a população e ganhar a adesão para a defesa do que é público.

“O que se valoriza hoje é a acumulação de capital, com um Estado mínimo distante das necessidades dos trabalhadores, porque o que é privado é para poucos que podem pagar, mas a grande maioria da sociedade depende de serviços e investimentos públicos. A mídia, por sua vez, age de forma falaciosa, como por exemplo quando divulga que o FGTS renderia mais nos bancos privados, quando essa taxa é fixada em lei. Sob gestão da CAIXA, esse dinheiro vai para habitação popular e obras de infraestrutura, o que jamais ocorreria nos privados”, explica Rita Serrano.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, destacou a importância da unidade para resistir aos ataques promovidos pelo atual governo. “Defendemos a CAIXA 100% pública como um importante patrimônio do povo brasileiro e como um banco que fomenta o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Para resistir às investidas do governo Temer contra nossas conquistas, a mobilização e a unidade nacional são fundamentais”, afirmou.

A luta contra o PLS 555 (estatuto das estatais), que resultou na criação do comitê e lançamento da campanha, também foi lembrada pelos presentes. O senador Paim, que participou das articulações no Congresso, possibilitando avanços no projeto que se tornou a lei 13.303/16, destacou ainda que os que votam contra a sociedade serão jogados no lixo da História, numa analogia aos que foram contrários à promulgação da Lei Áurea.

Mais informações sobre a campanha “Se é público, é para todos”, que tem apoio da Uni Finanças, entidade que reúne trabalhadores do sistema financeiro na América Latina, podem ser obtidas no site e no Facebook do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas

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