As centrais sindicais que defendem os direitos dos trabalhadores e pedem “Fora Temer” ocuparam, na manhã desta terça-feira, 1º de agosto, os saguões de aeroportos em diversas cidades do país para pressionar os deputados federais a votarem favoravelmente à aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer. A votação está prevista para esta quarta-feira, 2.

A denúncia foi feita após a divulgação de gravações de negociatas entre Temer e um dos donos da JBS, Joesley Batista. O empresário (corruptor confesso) se encontrou com Temer para tratar das negociatas de corrupção em pleno Palácio do Jaburu. O assessor de Temer, ex-deputado Rocha Loures (PMDB/PR), foi filmado pela Polícia Federal carregando uma mala com R$ 500 mil. Segundo Joesley, o dinheiro seria entregue a Temer.

“Esse presidente ilegítimo assumiu o Poder depois de um golpe que depôs uma presidenta eleita sem que ela houvesse cometido qualquer crime que justificasse o impeachment. O golpe visava não apenas a derrubada da presidente e do PT, mas principalmente a retirada dos direitos sociais e trabalhistas do povo brasileiro, assim como a interrupção das investigações contra esses corruptos que estão sendo denunciados, tanto o presidente quanto grande parte daqueles que vão decidir pela abertura ou não da denúncia”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

“As pesquisas mostram que 95% dos brasileiros não aprovam o governo Temer. Mas, não basta não aprovar. Se o povo não for para as ruas pressionar esses deputados ‘parceiros’ de Temer, eles vão jogar a denúncia para baixo do tapete”, completou.

Em pesquisa divulgada pelo Ibope/CNI, somente 5% da população brasileira aprovam a gestão de Temer. A má avaliação é a pior desde a redemocratização e ainda não considera o desgaste do governo gerado pelo aumento dos combustíveis.

Manifestações

Nesta quarta-feira, 2, dia em que os deputados vão votar pela aceitação ou não da denúncia contra Temer, serão realizados atos em todo o país. Em Belo Horizonte, a votação será acompanhada na Praça Rômulo Paes – na rua da Bahia, esquina com a avenida Álvares Cabral e rua dos Guajajaras -, a partir das 9h.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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