Nesta quarta-feira, 25, bancárias e bancários de todo o Brasil se mobilizaram em um Dia Nacional de Luta em defesa dos planos de saúde das empresas públicas. O Sindicato promoveu um ato em frente à Agência Tupinambás da CAIXA, em Belo Horizonte, para denunciar os ataques do governo Temer contra o Saúde Caixa e a Cassi.

Em janeiro deste ano, a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), vinculada ao governo federal, publicou duas resoluções que atacam direitos.

Além de aumentar os valores a serem pagos pelos trabalhadores, as resoluções 22 e 23 estabelecem diversas regras que prejudicam os associados.

A resolução 23, por exemplo, determina prazo de 48 meses, contado a partir de janeiro, para que todos os planos das empresas públicas migrem para um sistema paritário de contribuição, sendo 50% para as empresas e 50% para os funcionários. Atualmente a média é de 75% para as estatais e de 25% para seus empregados.

A mesma resolução também limita a lista de dependentes aos cônjuges e filhos, proibindo a inclusão dos pais e outros, vedando ainda a criação de novos planos administrados pelo RH das empresas.

Já a resolução 22 proíbe que os planos de autogestão tenham, em suas diretorias ou conselhos, representantes ligados a organizações sindicais, enfraquecendo a defesa dos interesses dos trabalhadores.

No Saúde Caixa, as mudanças oneram os usuários, excluem aposentados, impõem períodos de carência e cobrança de franquias, acabam com a cobrança de mensalidade única por família, trazem novas restrições para a inclusão de dependentes, vetam a oferta do plano em novos concursos e proíbem a entrada de novos empregados, entre outros prejuízos.

“Conversamos com empregados do prédio e da agência Tupinambás e distribuímos um material informativo que trata das graves consequências das mudanças no plano de saúde, que ameaçam os participantes. Por isso, alertamos a todos os trabalhadores da CAIXA que temos que seguir mobilizados para garantir nossas conquistas e também para lutar contra o desmonte do banco. CAIXA 100% pública e nenhum direito a menos”, afirmou o empregado da CAIXA e diretor do Sindicato, Umberto Gil.

Na Cassi, da mesma forma, as resoluções da CGPAR representam graves ameaças e pretendem jogar a conta do plano nas costas dos trabalhadores. Isso coloca em risco a própria existência da caixa de assistência, com o teto de gastos do banco e a proibição do ingresso de novos associados. Além disso, futuros aposentados não estarão mais cobertos, o que atinge diretamente uma grande parte dos bancários que contribuíram a vida toda para a Cassi e terão seus direitos negados quando mais precisarem de cobertura médica.

“Trata-se de mais um ataque do governo Temer aos direitos dos trabalhadores. Nós, usuários de planos de saúde de autogestão de empresas públicas e estatais, estamos organizados para impedir a efetivação dessas resoluções cujas consequências nocivas colocam conquistas históricas em risco”, destacou o funcionário do BB e diretor do Sindicato, Márcio Chaves.

 

Confira mais imagens do ato desta quarta:

 

 

 

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