Foto: Contraf-CUT

Contra as reformas estatutárias do Banesprev, representantes dos funcionários e aposentados do Santander se reuniram nesta quarta-feira, 8, na Torre do Santander, em São Paulo, e realizaram um ato de protesto à proposta do banco, que entre outros pontos pretende extinguir a assembleia dos participantes e a sétima vaga do Conselho Deliberativo, de Diretor Representante dos Empregados (Direp).

No ato, estiveram presentes representantes da Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp (Afubesp) e da Comissão de Organização dos Empregados do Santander (COE). A manifestação foi intensificada pela luta dos ex-banespianos contra a drástica proposta de alteração nos regulamentos, que inclusive pode levar à sua dissolução unilateral pelo banco.

Os trabalhadores mostraram forte resistência contra a lista de retrocessos que o Santander quer impor, com a perda de vários direitos. A situação é tão grave que, caso as mudanças sejam referendadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o plano pode até ser extinto sem a deliberação em assembleia.

Outra reivindicação dos manifestantes foi sobre o fim das demissões no Santander. O Brasil é o país onde o grupo espanhol mais lucrou em 2016, mas o banco segue com cortes desenfreados dos postos de trabalho.

Em 2016, o banco lucrou R$ 7,3 bilhões, com crescimento de 10,8% em relação a 2015. O resultado coloca as operações brasileiras na liderança global do grupo espanhol, com 21% de participação no lucro mundial do banco. Apesar disso, o Santander encerrou 2016 com 47.254 empregados, uma redução de 2.770 postos de trabalho em relação a 2015. Foram fechadas 8 agências no período, enquanto o número de clientes cresceu em 1,9 milhão.

Troca do plano de saúde sem consultar trabalhadores

O ato na Torre do Santander ainda chamou a atenção para a troca do plano de saúde de boa parte dos funcionários. Ela foi efetuada pelo banco sem informação prévia aos sindicatos nem consulta aos trabalhadores, que foram pegos de surpresa.

Os protestos também tomaram corpo contra o programa de aplicação de notas do banco, em relação ao trabalho desempenhado, que tem prejudicado a ascensão dentro do Santander e aumentado a pressão no ambiente de trabalho.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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