Nesta sexta-feira, 29, trabalhadores e trabalhadoras, mais uma vez, tomam as ruas de Belo Horizonte em defesa dos direitos trabalhistas e contra o retrocesso.

O Sindicato dos Bancários de BH e Região convida todos os bancários e bancárias a paralisarem as atividades de suas unidades de trabalho, durante todo o dia, e a participarem de um Grande Ato organizado pelas centrais e pelos movimentos sociais, com início às 16h na Praça Afonso Arinos, no Centro de Belo Horizonte.

Um dos pontos da agenda é o combate ao projeto de lei das terceirizações. Aprovado na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei (PL) 4330, o texto seguiu para o Senado como PLC 30/2015 (Projeto de Lei da Câmara) sem acatar as propostas dos trabalhadores. Sem essas mudanças, o projeto tramita com várias armadilhas que fragilizam a proteção aos direitos trabalhistas.

Conforme o Dieese, além da ampliação da terceirização para qualquer atividade nas empresas, o texto abre a possibilidade de contratação de terceirizados na atividade-fim de estatais e sociedades de economias mistas, como Banco do Brasil e CAIXA.

A mobilização envolverá diversas categorias de trabalhadores em todo o Brasil, que paralisarão suas atividades e irão às ruas contra o PL 4330 e outras pautas conservadoras que visam retirar direitos conquistados em décadas de luta.

Todos às ruas em defesa dos direitos trabalhistas e contra o retrocesso!

Conheça algumas consequências nefastas da terceirização

Diminuição de salários
Hoje, terceirizados ganham 25% a menos que empregados diretos. No setor bancários, a diferença pode chegar a mais de 70%.

Jornada maior e menos empregos
Terceirizados trabalham, em média, 3 horas a mais por semana que os empregados diretos. Isto significa mais trabalho e menos contratações, o que só traz benefícios aos empresários.

Mais trabalho escravo
Cerca de 90% dos trabalhadores resgatados do trabalho escravo no Brasil, entre 2010 e 2014, eram terceirizados.

Mais acidentes de trabalho
O número de acidentes no trabalho é muito maior entre terceirizados. No setor elétrico, por exemplo, o número de mortes é 3,4 vezes maior.

Menos poder para trabalhadores
Com a terceirização liberada para todos os cargos nas empresas, os trabalhadores têm menos poder de mobilização e pressão para conquistar direitos e lutar contra abusos.

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