Bancárias e bancários realizaram um tuitaço nesta segunda-feira, 28, para denunciar as demissões do Mercantil do Brasil. Trabalhadoras e trabalhadores da instituição financeira começaram, na sexta-feira, 25, uma campanha contra a postura irresponsável do banco. O Mercantil anunciou o fechamento das plataformas de serviços em Salvador, Brasília e Recife. A medida provocou, somente este mês, 18 demissões.

A hashtag usada para denunciar a irresponsabilidade do banco é #MercantilSemCompromisso.

Entidades sindicais da categoria bancária, entre o Sindicato dos Bancários de BH e Região, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), reivindicam que o banco reveja as demissões e realoque os funcionários. A cláusula 62 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria trata da requalificação e realocação de empregados.

O Mercantil se comprometeu a não demitir durante a pandemia. Também assinou o acordo do Pacto Global da ONU, para que empresas alinhem suas operações e estratégias a princípios universais pautados em direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. No primeiro semestre deste ano, o banco teve um lucro superior a R$ 74 milhões.

As entidades sindicais reivindicaram a extensão até 31 de dezembro deste ano do acordo conquistado junto ao Ministério Público do Trabalho/MG. O acordo concede aos bancários demitidos uma série de benefícios. Entre eles está o pagamento de indenização aos demitidos a partir de R$ 2.500,00, além de R$ 1.000,00 em vale alimentação. Outro benefício é a ampliação da assistência médica hospitalar e do plano odontológico por mais seis meses, sem prejuízo aos prazos garantidos e determinados pela CCT, além da prorrogação do seguro de vida pelo mesmo período.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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