Foto: Roberto Parizotti / Arte: Edson Rimonatto

 

Em protesto contra a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro, trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil realizam um grande dia de luta na próxima sexta-feira, 22 de março. Serão realizados atos para conscientizar a população sobre as maldades previstas na reforma e chamar todos para a mobilização.

Em Belo Horizonte, na parte da manhã, trabalhadores percorrerão com carro de som duas regiões populosas da capital – Barreiro e Venda Nova – explicando as perversidades da reforma de Bolsonaro e fazendo panfletagens.

Já a concentração para um grande ato terá início às 17h na Praça Sete. Participe

Querem acabar com sua aposentadoria

Ao contrário do que diz o governo, a reforma da Previdência não vai garantir a aposentadoria das gerações futuras nem da atual. Na realidade, ela vai restringir o acesso à aposentadoria e reduzir o valor dos benefícios, em especial dos trabalhadores mais pobres.

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019, milhares de trabalhadores e trabalhadoras não vão conseguir se aposentar e muitos se aposentarão com benefícios de menos de um salário mínimo. E os que já estão aposentados terão o valor dos benefícios achatados. A reforma de Bolsonaro é muito pior do que a do ilegítimo Michel Temer (MDB).

A PEC impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) se aposentarem, aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para receber benefício parcial e acaba com a vinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo.

Isso significa que os reajustes dos aposentados serão menores do que os reajustes dos salários mínimos. E mais: a reforma de Bolsonaro prevê que a idade mínima aumentará a cada quatro anos a partir de 2024. Ou seja, a regra para que um trabalhador possa se aposentar no futuro poderá ficar ainda pior.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT

 

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