Na noite desta sexta-feira, 10 de julho, bancárias e bancários de bancos públicos realizaram a abertura conjunta dos seus congressos estaduais. Trabalhadores da CAIXA, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste do Brasil e do Banco da Amazônia se reuniram, virtualmente, para tratar da defesa destas instituições para o desenvolvimento do país.

“A nossa unidade e a nossa campanha, com bancários do Brasil inteiro, unidos de norte a sul, é o que nos dá força. E esta força vai continuar em 2020. Mesmo no meio de uma pandemia, na qual a gente tem que manter o isolamento social, nós precisamos mais do que nunca estar juntos. Por isso, o grande lema dos nossos congressos deste ano é ‘A distância não nos limita’”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, na abertura do evento que foi transmitido ao vivo nas redes sociais.

“Estamos isolados, estamos cada um nas suas casas, mas a gente não perde de vista a necessidade de construir a nossa pauta de reivindicações e a unidade da nossa categoria bancária. Por isso, a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários irão realizar os congressos virtualmente agregando todos e recebendo as propostas de trabalhadores de todo o Brasil”, afirmou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

“Esse é um ano atípico e são muitas as dificuldades que a gente enfrenta. Por isso, gostaria de saldar a todos os trabalhadores que estão resistindo a esses governos que retiram direitos, que atacam as pessoas. Nós, empregados da Caixa, nós trabalhadores bancários estamos num ano de resistência e vamos construir uma pauta de reivindicação de resistência, para manter os nossos direitos e para avançar para cima dessas instituições que pretendem colocar para a gente uma desesperança. Nós representamos a esperança e essa esperança que o povo brasileiro tem que ter na defesa dos bancos públicos, na defesa de um dia melhor, sem Bolsonaro, com democracia e com muito amor no coração de todos vocês”, disse Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa).

“É importante que a gente resista mais uma vez. Nem todo esse trabalho fantástico que foi realizado pelos empregados da Caixa durante a pandemia afasta a ideia de privatização da empresa. Nós não podemos permitir que este governo continue atacando nossos direitos, continue atacando o serviço público e continue pensando em privatização mesmo nesta pandemia. Nós não podemos deixar que a Caixa deixe de ser o banco da casa própria, o banco da Poupança, do Fundo de Garantia, do Fies, do Bolsa Família e de tantos outros programas importantes para a população brasileira. Ou seja, a Caixa é do povo brasileiro”, declarou Sergio Takemoto, secretário de Finanças da Contraf-CUT e presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, saudou todos os participantes dos congressos e destacou os desafios impostos para a Campanha Nacional deste ano. “Precisamos estar fortes para fazer um enfrentamento direto a este governo negacionista, que ignora a ciência, a educação, a cultura, o importante papel dos bancos públicos e a soberania nacional. Temos que garantir nossa CCT e combater os ataques aos trabalhadores, especialmente à nossa categoria bancária. Com muita garra, temos resistido. Embora distantes, estamos unidos e sei que seremos mais uma vez vitoriosos”, afirmou.

Eliana Brasil, presidenta do Sindicato, destacou os desafios da categoria para 2020

Durante a abertura, o economista, Luiz Gonzaga Belluzzo, que é professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, também falou sobre a importância dos bancos públicos. Veja mais aqui.

Parlamentares defendem bancos públicos

“Como presidenta da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, sou contra a venda dos bancos públicos. É patrimônio do povo brasileiro. E dizer mais, a favor dos acordos coletivos em defesa dos trabalhadores funcionários dos bancos. É impressionante como querem vender o patrimônio do povo brasileiro, mas quando o patrimônio é deles, privados, não querem nem que sejam tributados os lucros e dividendos”, disse Zenaide Maia, senadora do PROS-RN e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional.

“Neste correr da vida, que segundo o poeta embrulha tudo, a gente vê muita coisa que não queria ter visto, a gente vive muita coisa que não queria ter vivido, mas tem coisas que a gente diz que bom que eu vivi e que bom que eu construo esta história. Por isso, eu queria muito especialmente saudar cada companheiro, cada companheira que neste momento se reúne para estabelecer as estratégias e para defender o Brasil. Porque defender os bancos públicos é defender o Brasil”, afirmou Erika Kokay, deputada Federal do PT-DF e representante da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos.

“Quero desejar a todos um excelente encontro. Que consigamos ter no final, uma pauta que represente os anseios da categoria. Que tracemos estratégias para combater as intenções privacionistas deste governo. Temos que dizer à sociedade que estamos todos juntos e convencer que os bancos públicos são do povo brasileiro e não de um governo só. Viva os bancos públicos! Não à privatização e nenhum direito a menos do povo brasileiro”, declarou José Carlos, deputado Federal do PT-MA e coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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