Dados do Atlas da Violência 2020 apontam a forte concentração dos índices de violência letal na população negra no Brasil. Produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo mostra que os jovens negros são as principais vítimas de homicídios no país e que as taxas de mortes de negros apresentam crescimento acentuado ao longo dos anos.

Para o secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, trata-se de um verdadeiro genocídio contra o povo negro, respaldado pelo Estado. “O aparato policial do Estado é o que mais mata! Esta política deve ser combatida”, afirmou.

Em 2018, 75,7% das vítimas de homicídios eram negras (soma de pretos e pardos), uma taxa de homicídios de 37,8/100 mil habitantes. Entre os não negros (soma de brancos, amarelos e indígenas), a taxa naquele ano foi de 13,9/100 mil habitantes. “Esse dado mostra que para cada pessoa não negra assassinada, ocorreram 2,7 homicídios de negros. Ou seja, ocorrem quase três vezes mais homicídios de negros do que de brancos em nosso país”, destacou Almir.

Os dados do Mapa da Violência 2020 indicam que, entre 2008 e 2018, as taxas de homicídio apresentaram um aumento de 11,5% para os negros, enquanto para os não negros houve uma diminuição de 12,9%.

O racismo no Brasil é estrutural, está presente em toda a estrutura social. Assim como ocorre no quesito violência, quando se fala sobre mercado de trabalho, negras e negros também sofrem discriminação, ocupando cargos de menor importância e com menores salários.

Consciência Negra

Na sexta-feira, 20 de novembro, sindicatos e federações de trabalhadores do ramo financeiro de todo o país se somam às atividades do Dia da Consciência Negra e, a partir das 12h, realizarão uma manifestação pelas redes sociais com a hashtag #VidasNegrasImportam

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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