O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidenta da CAIXA, Miriam Belchior, concederam entrevista coletiva nesta quarta-feira, 8, para anunciar que o banco continuará 100% público. Esta é mais uma grande vitória de empregadas e empregados da CAIXA que se mantiveram mobilizados para pressionar o governo e mostrar à sociedade a importância do banco para o desenvolvimento do país.

Na coletiva, Levy afirmou que “a Caixa Econômica continuará sendo uma empresa 100% pública, mas a atividade de seguros que hoje já tem sócios privados nós vamos modificar”. Segundo ele, os estudos terão como parâmetro a abertura de capital do BB Seguridade.

“Nós temos uma avaliação que o negócio de seguridade tem um enorme potencial futuro, muito pelo momento que o país vive, com aumento de renda. A CAIXA quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento”, disse por sua vez na entrevista a presidenta da CAIXA, Miriam Belchior.

“Esse é o resultado da mobilização do conjunto dos trabalhadores, capitaneada pelas suas entidades de representação. Ainda estamos analisando a questão da seguridade. Nos manteremos em alerta, discutindo a importância da CAIXA para o Brasil, pois ela não se vende”, diz Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com a empresa.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, reforçou a importância da luta dos trabalhadores em defesa da CAIXA 100% pública. “Nos mantivemos atentos e mobilizados para pressionar e cobrar do governo um posicionamento sobre o estudo para a abertura de capital, sempre defendendo o papel essencial da CAIXA na execução das políticas públicas que contribuem para o desenvolvimento social e econômico do Brasil. A mobilização de empregadas e empregados foi fundamental para esta vitória que é de todo o povo brasileiro”, afirmou.

Mobilização

Durante a luta contra a abertura de capital da instituição financeira pública, foi formado o Comitê Nacional em Defesa da CAIXA 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, para coordenar a mobilização nacional em defesa da empresa.

Dezenas de manifestações foram realizadas em todo o país, convocadas pelas entidades sindicais. Em Belo Horizonte, o Sindicato promoveu um Encontro de Delegados Sindicais e atos públicos para defender o banco como patrimônio do povo brasileiro. O Sindicato também foi representado pela presidenta Eliana Brasil e pelo diretor Umberto Gil Alcon em ato realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília, e pelo diretor Cardoso, que é vice-presidente da Fenae, em debate na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Na esfera política, o Comitê Nacional protocolou ofícios nos quais reforçou o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.

Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da CAIXA.

Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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