Denúncia do Sindicato leva Banco do Brasil a suspender atendimento presencial em agência em obras
12/06/2026
Banco do Brasil
Após denúncia do Sindicato, o Banco do Brasil concordou em suspender o trabalho presencial na Agência Santa Bárbara, na base de BH e região, que não oferecia condições mínimas de trabalho e atendimento. O local passa por obras há meses e tanto funcionários quanto clientes sofriam com um ambiente insalubre e potencialmente perigoso.
O diretor do Sindicato Welington Marinho visitou o local, nesta quinta-feira, 11, e constatou as irregularidades apontadas. A denúncia foi levada, no mesmo dia, a uma reunião entre o Sindicato, Fetrafi-MG e representantes do SESMT, da Gepes-MG e da Superintendência Estadual do Banco do Brasil em Minas Gerais (Super-MG).
Após os relatos das entidades, a Super-MG autorizou a suspensão imediata do trabalho presencial e a adoção de trabalho remoto para todos os funcionários e funcionárias da unidade. A decisão será mantida até que as condições adequadas sejam restabelecidas. O BB informou, também, que o fiscal da obra foi acionado, por meio do Cesup, para comparecer à unidade e acompanhar, presencialmente, a execução dos serviços.
Como medida adicional, os representantes do Banco informaram que será realizado um mapeamento de todas as obras em andamento no estado de Minas Gerais. Foi criado, ainda, um grupo específico para acompanhamento dessas intervenções, com monitoramento mais próximo das atividades, notificações às empresas contratadas, cobranças e fiscalização contínua da execução dos serviços.
“O episódio reforça a importância da vigilância permanente das entidades representativas e da participação ativa dos trabalhadores na denúncia de irregularidades. É inadmissível que agências bancárias permaneçam em funcionamento quando não oferecem condições adequadas de saúde e segurança”, destacou Matheus Fraiha, funcionário do BB e diretor do Sindicato.
O dirigente reforçou que a entidade continuará acompanhando o caso de perto e exigindo responsabilidade por parte do Banco do Brasil. “A saúde, a segurança e a dignidade dos funcionários não são negociáveis e devem estar acima de qualquer meta operacional ou cronograma de obra”, afirmou.