Abertura da 28ª Conferência Nacional dos Bancários reforça organização da categoria e defesa do Brasil
19/06/2026
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Bancárias e bancários de todo o país deram início à sua 28ª Conferência Nacional, na noite desta sexta-feira, 19, demonstrando disposição para enfrentar os desafios que se impõem à categoria. Delegadas e os delegados reforçaram que é preciso ampliar o diálogo, fortalecer a organização e defender um projeto de país que esteja ao lado dos trabalhadores.
A abertura começou com a leitura do Manifesto de Tolerância Zero para Casos de Violência e Assédio, documento que reafirma o compromisso do movimento sindical bancário com a construção de ambientes seguros.
Os presidentes do Sindicato, Ramon Peres, e da Fetrafi-MG, Carlindo Dias (Abelha), integraram a mesa de abertura, que contou com representação de todas as regiões do país, além de entidades internacionais e de outras categorias. O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, também esteve presente.
Trabalhadoras e trabalhadores chamaram atenção para a importância das eleições de 2026, tanto no Executivo quanto no Legislativo, para que pautas de interesse possam seguir avançando, como foi o caso da ampliação da isenção no imposto de renda e a recente aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados, que ainda depende do Senado.
Sobre a categoria bancária, Ramon Peres destacou que a digitalização e o adoecimento são desafios prioritários. “A categoria convive com metas abusivas, assédio moral, redução de postos de trabalho, fechamento de agências e adoecimento mental. Neste momento, o movimento sindical se torna ainda mais importante para dar respostas coletivas. Temos que fortalecer nossa organização, ampliar o diálogo com a categoria, ocupar os espaços digitais, aumentar a participação e construir uma estratégia nacional para enfrentar estes impactos”, afirmou.
Para a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, bancárias e bancários têm duas grandes tarefas em 2026: fazer uma Campanha Nacional vitoriosa e defender o Brasil. “Nós podemos fazer nossa melhor Campanha, nossa melhor Convenção Coletiva, que dialogue com questões econômicas e sociais. Mas, se não discutirmos o país, se o Brasil eleger um projeto liberal de entrega de bancos e empresas públicas, nós vamos retroceder”, disse a dirigente.
A 28ª Conferência Nacional dos Bancários prossegue neste sábado, 20, com a realização de debates sobre a conjuntura e a categoria. Já no domingo, 21, o evento se encerrará com a aprovação da minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2026.