O Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias entregou, nesta quarta-feira, 24, a minuta de reivindicações para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O encontro marca oficialmente o início das negociações da Campanha Nacional Unificada para a reposição da inflação, reajustes salariais e outros direitos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A assinatura deve ser renovada até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro.
A primeira mesa de negociação da Campanha Nacional Unificada também já tem data marcada. Será no dia 2 de julho, na capital paulista.
"Esse é um documento construído coletivamente, a partir de conferências regionais, estaduais e com base na Consulta Nacional que, neste ano, teve a participação de cerca de 55 mil bancários e bancárias de todo o país", destacou a coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, completando que a minuta contém reivindicações gerais e de grupos específicos, a exemplo das pessoas com deficiência. “É o resultado de uma construção ampla”, pontuou.
Os principais eixos da pauta de reivindicações da categoria são:
- 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLR, VA e VR
- Fim das metas abusivas
- Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional)
- Manutenção dos direitos conquistados
- Manutenção da mesa única, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados
- Defesa do emprego bancário
- Defesa dos bancos públicos
- Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário
Consulta Nacional
O Comando Nacional apresentou aos bancos os principais resultados da Consulta Nacional dos Bancários 2026, e que ajudou a nortear o conteúdo da minuta de reivindicações. A principal prioridade foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%.
Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.
Ultratividade
O Comando Nacional também defendeu a assinatura de um pré-acordo para garantir a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho, fundamental para dar segurança aos trabalhadores durante o processo de negociação. A ultratividade assegura a manutenção de todas as cláusulas e conquistas da categoria até a celebração de um novo acordo, preservando direitos e garantindo equilíbrio nas negociações.
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Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT