Sindicato promove ato pelo fim do teto e em defesa do Saúde Caixa

Sindicato promove ato pelo fim do teto e em defesa do Saúde Caixa

O Sindicato promoveu, nesta segunda-feira, 27, um ato em frente ao prédio da CAIXA na avenida do Contorno, 8256, próximo à trincheira, em Belo Horizonte. A atividade integra o Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e faz parte das ações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

A mobilização destacou que o Saúde Caixa é uma das maiores conquistas das empregadas e dos empregados e não pode ser tratado como um favor do banco. O plano faz parte do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), representa valorização de quem constrói diariamente a CAIXA e garante proteção a milhares de famílias.

Entre as principais reivindicações, estão o fim do teto de 6,5% da folha de pagamento para os gastos da CAIXA com o plano, a retomada do modelo de custeio 70/30 (com 70% das despesas assumidas pelo banco e 30% pelos usuários) e a isonomia para os admitidos após 2018. O teto limita a responsabilidade da CAIXA e transfere uma parcela cada vez maior das despesas para empregados, aposentados e pensionistas, ameaçando a qualidade e a sustentabilidade do Saúde Caixa.

A defesa do plano inclui, ainda, a manutenção da solidariedade, do mutualismo e do pacto intergeracional, além de mais qualidade no atendimento. A pauta específica dos empregados, na Campanha Nacional, também cobra revisão do Super Caixa, regulamentação do teletrabalho, direito à desconexão, substituição em cascata em todas as unidades, solução para o superendividamento e melhores condições de trabalho para quem faz a CAIXA funcionar.

“O Saúde Caixa é um direito construído pela organização e pela luta dos empregados e empregadas. Não vamos aceitar que a CAIXA limite sua responsabilidade e faça trabalhadores pagarem uma conta cada vez maior. Quem cuida da CAIXA precisa de cuidado, e isso exige mais recursos do banco para garantir um plano sustentável, solidário e de qualidade para todos”, afirmou Eliana Brasil, empregada da CAIXA e diretora do Sindicato e da Contraf-CUT.

O ato reforçou, também, a defesa da mesa única de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ameaçada pelos bancos durante a rodada do dia 21 de julho. Este instrumento garante, há décadas, que empregadas e empregados de bancos públicos e privados negociem de forma conjunta e avancem em direitos e reajustes salariais.

Mesa única sim! Pelo fim do teto do Saúde Caixa e pela valorização de quem cuida da CAIXA!

 

Outras notícias