A CAIXA frustrou a expectativa das empregadas e empregados ao encerrar a sétima rodada de negociações específicas, nesta quarta-feira, 19, em São Paulo, sem apresentar uma nova proposta para o Saúde Caixa. O plano de saúde era o tema mais aguardado pela categoria, depois de a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) rejeitar propostas anteriores. A previsão é de que o tema volte à mesa no dia 25.
“Existe uma expectativa enorme da base por uma proposta melhor, que mantenha o Saúde Caixa viável e sustentável e, ao mesmo tempo, permita que as pessoas permaneçam no plano. As duas últimas propostas transferem o aumento dos custos para os empregados. A CAIXA alimentou a expectativa de que haveria avanço nesta reunião e encerrar a mesa sem proposta gera frustração e uma preocupação muito grande”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.
PCDs e direito à desconexão
Na reunião, a CAIXA apresentou propostas relacionadas às pessoas com deficiência (PcDs), entre elas a ampliação das possibilidades de ausências justificadas para cuidados com a própria saúde. O banco também propôs reforçar em acordo coletivo que o monitoramento de metas e as cobranças não sejam realizados fora da jornada. A CEE considerou positivas as iniciativas, mas cobrou aperfeiçoamentos, tanto em relação à desconexão quanto ao teletrabalho para PcDs.
A representação dos empregados cobrou o fim de controles paralelos de metas e a revisão de critérios do Alcance.Caixa que possam punir equipes em razão de denúncias de assédio. Outra demanda é que o Super Caixa seja negociado com os trabalhadores.
Sobrecarga precisa ser enfrentada
Outro ponto trazido pela CEE/Caixa é a sobrecarga nas plataformas digitais, com equipes pequenas que têm que atender milhares de empregados por mês e grande diferença de carga entre as plataformas. Os trabalhadores destacaram, também, que a sobrecarga e a pressão por resultados é uma realidade em toda a rede de agências (físicas e digitais), o que tem reflexos no adoecimento e, consequentemente, nos custos assistenciais do próprio Saúde Caixa.
Respostas não podem continuar sendo adiadas
Ao final da reunião, a CEE voltou a cobrar respostas para todas as demais reivindicações da minuta específica, entre elas as relacionadas a PFG, PCS e PSI, fim do atendimento simultâneo presencial e digital, remuneração variável, Super Caixa, PLR Social, contratações, condições de trabalho e valorização da negociação permanente.
Na avaliação da representação sindical, o adiamento sucessivo de respostas pela Caixa e pela Fenaban, sem uma garantia de ultratividade, aumenta a pressão do calendário e pode ser usado para tentar empurrar a categoria para a aceitação de qualquer proposta diante da proximidade do fim dos acordos.
Dia Nacional de Paralisação: 20 de agosto
Em Assembleia no dia 17 de agosto, bancárias e bancários de Belo Horizonte e região deram uma resposta firme: NÃO à proposta indecente da Fenaban e SIM à paralisação de 24 horas no dia 20 de agosto! Empregadas e empregados devem estar mobilizados e paralisar suas atividades, exigindo respeito na mesa específica e na mesa única.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT