A Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira, 9 de setembro. Solicitado pela deputada estadual Beatriz Cerqueira a pedido do Sindicato, o debate abordou as negociações e a mobilização nos bancos privados e públicos, os resultados das assembleias e a continuidade da luta na CAIXA e no Banco do Brasil.
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A mesa reuniu representantes sindicais, de entidades associativas e do Legislativo mineiro. Participaram Beatriz Cerqueira; Ramon Peres, presidente do Sindicato; Nery Gomes, diretor do Sindicato e presidente da APCEF/MG; Eliana Brasil, diretora do Sindicato e da Contraf-CUT; Matheus Fraiha, diretor do Sindicato e representante de Minas Gerais nas negociações com o BB; Luciana Duarte, diretora do Sindicato e secretária de Saúde da Fetrafi-MG; Giuliana Pardini, presidente da AGECEF BH; Jairo Nogueira, presidente da CUT Minas; e José Vital, presidente do Instituto Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais (INIADS Brasil).
Todos os integrantes da mesa se manifestaram em defesa das bancárias e dos bancários. As intervenções abordaram o andamento da Campanha Nacional, as negociações nas mesas específicas dos bancos públicos, a saúde dos trabalhadores e a importância da unidade para defender direitos e avançar.
A deputada Beatriz Cerqueira manifestou apoio à categoria e destacou que a luta também é por atendimento digno à população, que precisa ter acesso aos serviços bancários presenciais. Nesse sentido, posicionou-se contra as demissões e o fechamento de agências, relacionando a valorização dos trabalhadores à qualidade do atendimento.
O presidente do Sindicato, Ramon Peres, apresentou um panorama da Campanha até aqui, incluindo a aprovação da proposta da Fenaban pelos trabalhadores dos bancos privados e a rejeição das propostas da CAIXA e do BB em Belo Horizonte e região, com aprovação da greve a partir desta quinta-feira, 10. Ele ressaltou que a paralisação acontece após sucessivas tentativas de diálogo, sem respostas satisfatórias dos dois bancos públicos.
Diante das ameaças dos bancos, Ramon defendeu a soberania das assembleias e afirmou que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) não pode ser transformada em instrumento de chantagem ou punição. “Os bancos ameaçam romper a unidade nacional da categoria e pedimos que a ALMG se manifeste em defesa dos trabalhadores, cobrando a continuidade das negociações e o respeito às decisões democráticas das bancárias e dos bancários”, afirmou.
O presidente reafirmou que bancárias e bancários da CAIXA e do BB não estão sozinhos e que o Sindicato estará na linha de frente dessa luta. Ramon destacou que as conquistas da categoria são resultado de organização e mobilização coletiva e repudiou as tentativas de dividir os trabalhadores ou de usar o exercício do direito de greve como pretexto para retirar direitos.
Encaminhamento
Como encaminhamento da audiência, o mandato da deputada Beatriz Cerqueira enviará ofícios ao ministro Guilherme Boulos, ao ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e ao presidente da CAIXA, Carlos Vieira, comunicando a realização do debate e solicitando reavaliação da proposta para o Saúde Caixa e proteção dos direitos de empregados, aposentados e pensionistas.