CCT 2026/2028 garante indenização extra e apoio à recolocação após fechamento de agências
19/10/2026
Notícias
A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários, assinada em 9 de setembro pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), conquistou medidas adicionais de proteção aos trabalhadores de bancos privados demitidos em decorrência do fechamento de agências. O acordo prevê indenização complementar à já estabelecida na CCT, além de um programa de qualificação e recolocação profissional.
Indenização maior para quem perde o emprego
Uma das medidas conquistadas é o pagamento de uma indenização adicional aos bancários demitidos em virtude do fechamento de agências. O valor se soma à indenização adicional já prevista na Convenção Coletiva e varia conforme o tempo de vínculo do trabalhador com o banco.
Com a nova regra, o total da indenização adicional passa a corresponder a:
Até 5 anos de banco: 3 salários;
De 5 a 10 anos: 5,5 salários;
De 10 a 20 anos: 7 salários;
Acima de 20 anos: 9 salários.
Qualificação e recolocação profissional
Além da compensação financeira, a nova CCT estabelece um programa de requalificação e recolocação profissional, que será desenvolvido com apoio da consultoria internacional Gi Group. O programa prevê a elaboração de planos individuais para os trabalhadores, com diagnóstico profissional, entrevistas e planejamento para a realocação no mercado de trabalho.
Os bancários também terão acesso a uma plataforma de cursos de qualificação e serão cadastrados em um banco de talentos. A ferramenta permitirá conectá-los a empresas interessadas em profissionais com suas competências.
Proteção ao emprego segue como prioridade
O fechamento de agências afeta não apenas os trabalhadores, mas também a população que depende do atendimento presencial, especialmente pessoas com dificuldades de acesso aos canais digitais. Para os bancários, a redução da rede pode significar perda de postos de trabalho, mudanças nas condições de trabalho e insegurança profissional.
Nesse contexto, a indenização complementar e o programa de qualificação e recolocação constituem mecanismos de proteção para os empregados atingidos pelos fechamentos. As medidas não substituem a necessidade de defender os empregos e impedir que a modernização dos serviços seja usada como justificativa para eliminar postos de trabalho sem considerar seus impactos sociais.
“Diante do fechamento de agências e da transformação dos serviços bancários, avançamos com medidas de proteção a bancárias e bancários demitidos devido ao fechamento de unidadades. Ainda assim, a luta continua pela preservação dos postos de trabalho e pela manutenção de uma rede de atendimento que atenda às necessidades da população”, afirma Ramon Peres, presidente do Sindicato.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários