Sindicato defende proposta de aporte de R$ 2 bilhões na Cassi. Veja perguntas e respostas
06/11/2026
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Associadas e associados da Cassi vão deliberar, entre 18 e 25 de novembro, sobre a proposta de aporte extraordinário de R$ 2,288 bilhões para recompor as reservas do Plano de Associados. O Sindicato orienta o voto SIM, para preservar a assistência à saúde. “A proposta garante fôlego financeiro, afasta riscos imediatos e abre espaço para construir uma solução definitiva e sustentável”, explicou Matheus Fraiha, diretor do Sindicato que participa das negociações.
A proposta foi construída após 11 rodadas entre o Banco do Brasil, a Cassi e as entidades representativas dos funcionários e aposentados, iniciadas no final de 2024. Do total, R$ 1,373 bilhão (60%) serão custeados pelo BB, enquanto os associados titulares contribuirão com R$ 915 milhões (40%). A negociação garantiu a ampliação do prazo de pagamento da parcela dos associados, de 13 para 18 meses, reduzindo o impacto mensal de 50% para 32,1% do valor da contribuição atual. A cobrança extraordinária está prevista para começar em dezembro de 2026.
A recomposição das reservas é urgente. A Cassi já utilizou os recursos que deveria manter como reserva obrigatória, situação que pode levar à instauração de direção fiscal pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com riscos para a continuidade do modelo atual de assistência. A aprovação do aporte permite recompor essas reservas até dezembro de 2027, afastando esse risco imediato e criando condições para discutir mudanças estruturais com a participação dos associados.
Perguntas e respostas: entenda a proposta
Por que a Cassi precisa de um aporte extraordinário?
Os custos da assistência à saúde crescem em ritmo superior à inflação geral e aos reajustes salariais. Em 2025, por exemplo, o custo médio da assistência nos planos de saúde aumentou 11%. A Cassi já consumiu suas reservas obrigatórias, exigidas pela ANS, e precisa recompor esses recursos para manter a segurança financeira e a continuidade dos atendimentos.
Por que o Banco do Brasil não paga todo o valor?
A Cassi é uma associação criada pelos funcionários do Banco do Brasil em 1944. Desde 1970, o banco participa como patrocinador, e o custeio e a gestão são compartilhados. Essa estrutura garante aos associados participação nas decisões e preserva o caráter solidário do plano, no qual cada um contribui conforme sua renda e utiliza os serviços conforme sua necessidade. A proposta atual estabelece uma participação extraordinária de 60% para o banco e 40% para os associados.
Quanto cada associado vai pagar a mais?
A parcela de responsabilidade dos associados será dividida em 18 meses, a partir de dezembro de 2026. O acréscimo mensal corresponderá a 32,1% do valor da contribuição atual. Confira alguns exemplos:

A Cassi disponibilizou um simulador para calcular o valor individual do aporte. Clique aqui e faça o cálculo.
O aumento também será aplicado à coparticipação?
Não. A contribuição extraordinária não incide sobre os valores de coparticipação dos procedimentos utilizados pelos associados.
O aporte resolve definitivamente os problemas financeiros da Cassi?
Não. Trata-se de uma medida emergencial para recompor as reservas e garantir fôlego financeiro até dezembro de 2027. Após a aprovação, as negociações serão retomadas para construir um novo modelo de custeio e discutir a revisão do Estatuto. A proposta é que os trabalhos sejam concluídos até o final do primeiro semestre de 2027, quando as mudanças serão submetidas à votação do corpo social.
O que muda para os funcionários que ingressaram no BB após 2018?
A situação desses funcionários, especialmente em relação à manutenção do patrocínio do banco na aposentadoria, continuará sendo discutida na mesa de negociação. O tema deverá integrar as discussões sobre o novo modelo de custeio e a revisão do Estatuto.
Os funcionários de bancos incorporados poderão ingressar na Cassi e votar?
Não nesta votação. As regras de ingresso dos funcionários egressos do BNC e de outros bancos incorporados, inclusive aqueles que já obtiveram acesso por decisão judicial, serão discutidas posteriormente e submetidas à apreciação do corpo social junto com as mudanças no modelo de custeio.
Por que é importante votar SIM?
Porque a aprovação permite recompor as reservas obrigatórias da Cassi, reduzir o risco de intervenção da ANS e garantir a continuidade da assistência à saúde dos associados e seus dependentes. Também assegura o tempo necessário para que as entidades representativas continuem negociando uma solução estrutural, com equilíbrio financeiro e respeito aos associados.
A Cassi faz uma gestão eficiente visando garantir a sustentabilidade do plano?
A Cassi mantém um rigoroso controle de despesas, apresentando um custo administrativo de 7,1% da receita, índice bem abaixo da média de 10% das autogestões. A instituição investe em inovação com o uso de inteligência artificial para combater fraudes, evitar desperdícios e agilizar autorizações. Além disso, o modelo de Atenção Primária da CliniCASSI demonstra alta eficiência ao reduzir em 10,8% as idas ao pronto-socorro e gerar uma economia de até 46,2% para os pacientes acompanhados. A gestão também se destaca por garantir cobertura nacional ampla e sustentável para uma carteira mais madura, superando as limitações de planos comerciais, e mantém total transparência com auditorias independentes e fiscalização contínua por conselhos formados por representantes dos associados e do Banco.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários