O Banco do Brasil anunciou, nesta quarta-feira, 9, que seu lucro líquido ajustado foi de R$ 17,34 bilhões no primeiro semestre de 2023 – o que representa alta de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre do ano, o crescimento foi de 2,7% em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 8,78 bilhões.
Por outro lado, em 12 meses, concluídos no final de junho, o banco fechou 1.282 postos de trabalho, sendo 426 postos no último trimestre. Houve o fechamento de uma agência tradicional em comparação com junho de 2022, mantendo-se, no total, 3.172 agências tradicionais e 813 agências digitais ou especializadas. Já o número de clientes apresentou crescimento, passando de 80,30 milhões para 82,65 milhões em 12 meses.
“Ficamos preocupados com essa redução no quadro. Os lucros obtidos pelo banco são graças ao trabalho de milhares de bancárias e bancários. E um corpo funcional mais reduzido significa aumentar a pressão sobre eles para que correspondam às metas. Nós já fizemos essa exigência em mesa de negociação com o banco, que é a abertura de mais concursos públicos. Também estamos atuando sobre mudanças no programa de metas”, ressaltou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes.
“Nos últimos anos, o BB sofreu seguidos programas de reestruturação, que impactaram em menos funcionários e agências. Com a mudança de gestão no comando do BB, a partir de janeiro deste ano, nós, os trabalhadores, passamos a aguardar por uma mudança nessa maneira de enxergar o banco público, que não deve se limitar apenas na busca por lucros, mas em ser um banco para o desenvolvimento de setores importantes ao país, atuante em todas as regiões e que, para isso, fortalece também o seu quadro de funcionários”, pontuou Fernanda Lopes, lembrando que o último concurso público, em abril, não foi suficiente para recompor a redução no quadro.
As despesas do BB com pessoal, no período de 12 meses, apresentaram aumento de 9,5% incluindo a PLR, e totalizaram R$ 13,53 bilhões. O valor reflete o reajuste conquistado pelos funcionários em 2022.
Confira aqui os destaques completos do balanço organizados pela subseção do Dieese na Contraf-CUT ou veja a tabela abaixo:

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT