BB lucra R$ 37 bi adoecendo funcionários com pressão por metas e assédio moral

25/02/2025

Banco do Brasil
BB lucra R$ 37 bi adoecendo funcionários com pressão por metas e assédio moral

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 37,896 bilhões em 2024, um aumento de 6,6% em relação a 2023. Esse resultado foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira bruta (+11,2%), pelo aumento das receitas com prestação de serviços (+4,9%) e pelo controle das despesas administrativas (+4,4%). Veja o relatório completo do Dieese. 

Enquanto o setor financeiro privado continuou a reduzir sua presença física no país, fechando agências e limitando o atendimento presencial, o Banco do Brasil manteve suas unidades abertas, garantindo acesso ao atendimento bancário para a população que mais precisa.

Apesar dos resultados, o funcionário do BB e secretário-geral do Sindicato, Rogério Tavares, destacou que os trabalhadores têm sofrido com as metas inalcançáveis. "As pressões, ameaças e humilhações fazem parte do dia a dia do banco, num efeito cascata que começa nos altos escalões. Superintendentes assediam os Regionais que, por usa vez, assediam gestores de agências e esses replicam a prática abusiva aos seus subordinados. Tudo começa na VIVAR com sua política de assédio moral e pressão por metas", disse. 

Outro ponto que marcou o balanço de 2024 foi o aumento da inadimplência no setor do agronegócio. O Banco do Brasil, que responde por 50,1% do crédito agropecuário no país, viu a taxa de inadimplência do setor subir para 2,45% em dezembro de 2024, uma alta de 1,49 ponto percentual em 12 meses. 

Apesar desse cenário desafiador, a instituição manteve sua estratégia de ampliação do crédito, com um crescimento de 15,3% na carteira de crédito ampliada, que chegou a R$ 1,278 trilhão. Para Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a atuação do BB no agronegócio é essencial para a economia do país, mas exige atenção: "O aumento da inadimplência no setor agro exige medidas responsáveis para garantir que os pequenos e médios produtores não sejam prejudicados. O Banco do Brasil tem um papel fundamental na sustentação da agricultura brasileira e deve continuar sua atuação com políticas que protejam o crédito rural e garantam o desenvolvimento do setor."


Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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