Sindicato celebra os 165 anos da CAIXA e vai às ruas por melhorias no Super Caixa e contra o fechamento de agências

Sindicato celebra os 165 anos da CAIXA e vai às ruas por melhorias no Super Caixa e contra o fechamento de agências

Presente na vida de grande parte dos brasileiros, a CAIXA completa 165 anos nesta segunda-feira, 12 de janeiro. O banco público é responsável pela execução das principais políticas sociais do Governo Federal e tem papel central no desenvolvimento econômico e social do país. Para celebrar a data e cobrar melhorias na CAIXA, o Sindicato realizou um ato na agência Tupinambás, no Centro de Belo Horizonte, nesta manhã. A atividade integrou o Dia Nacional de Luta contra as regras injustas do Super Caixa e contra o fechamento de agências. 

"Hoje, devemos nos lembrar de cada bancário e bancária que contribuiu para a construção destes 165 anos de história. A importante trajetória da CAIXA para a economia e para o crescimento social do Brasil está fundamentada no esforço diário dos empregados e eles precisam ser valorizados", destacou Nery Gomes, diretor do Sindicato e presidente da APCEF-MG. 

Eliana Brasil, diretora do Sindicato e Secretária de Formação da Contraf-CUT, ressaltou o importante papel social do banco público. "A CAIXA está presente onde os bancos privados jamais chegariam. Como banco público, tem a missão de atender, principalmente, a população mais vulnerável. Por isso, o fechamento de agências nos preocupa tanto: é essencial garantir que cada vez mais pessoas tenham acesso aos serviços bancários e às políticas públicas que a CAIXA viabiliza".

Super Caixa e fechamento de agências 

O aniversário da CAIXA é um marco para a história do Brasil, no entanto, o atual cenário é de contradições: enquanto os lucros crescem de forma expressiva, avançam o fechamento de agências, a redução da presença territorial e os impactos negativos para trabalhadores e comunidades. 

A redução da presença física do banco afeta diretamente a população mais vulnerável, sobretudo em pequenos municípios, áreas rurais e regiões remotas, onde a CAIXA é o único ponto de atendimento bancário. Além disso, o banco público é o braço operacional de programas como Bolsa Família, BPC, FGTS, abono salarial, Pronaf e políticas habitacionais. Assim, milhões de brasileiros sem acesso à internet, pacote de dados ou smartphone acabam excluídos do atendimento quando uma agência fecha.

O Super Caixa também tem preocupado empregadas e empregados. O programa tem dificultado, ou até impedido, o recebimento das comissões e do bônus. Mesmo empregados que atingem suas metas individuais acabam ficando sem premiação quando a agência não alcança todos os indicadores coletivos, o que tem gerado frustração e adoecimento. Por isso, sindicatos de todo o Brasil cobram mudanças no programa.  

Participe do abaixo-assinado por mudanças no Super Caixa (clique aqui).

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