Ditadura nunca mais: Sindicato reforça luta histórica após 62 anos do golpe

31/03/2026

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Ditadura nunca mais: Sindicato reforça luta histórica após 62 anos do golpe

No dia 1º de abril, se completam 62 anos do golpe militar no Brasil. O Sindicato, nesse dia histórico, relembra sua trajetória de luta contra o autoritarismo e reforça seu compromisso com a democracia. No início da década de 60, o golpe, articulado por forças militares armadas e  agentes políticos, instaurou uma ditadura militar em todo o território nacional. Esse período foi marcado pelo rompimento à força do Estado democrático de direito, medidas políticas autoritárias, intimidação e desmobilização de coletivos, destruição e violação de direitos, perseguição política, tortura de opositores, entre outros crimes bárbaros.

Milhares de pessoas tiveram suas vidas direta e indiretamente impactadas por ações militares durante esse período. Segundo a Comissão Nacional da Verdade (CNV), 434 cidadãos se encontram como mortos ou desaparecidos em decorrência de crimes militares durante. Na prática, outros milhares, não contabilizados, foram vítimas de crimes realizados por forças militares na época. 

O movimento sindical sofreu grandes ataques na época, vivenciando constantemente ameaças e perseguição militar para com seus membros. O Sindicato foi perseguido durante o período, no qual foi alvo de ataques, tendo sua diretoria dissolvida, e sendo submetido a instauração de uma junta governativa, a mando dos militares, em sua sede. Muito foi perdido na época, em meio aos danos da ocupação, uma agressão direta à identidade do Sindicato foi executada, com a destruição de documentos, fotos e outros registros históricos..

“O objetivo deles era extinguir a nossa luta, desmobilizar o Sindicato e destruir nossas conquistas históricas de direitos para todos os bancários e bancárias. Muito foi perdido, mas graças a força e coragem de nossa categoria, superamos esse período sombrio da história de nosso movimento e país”, afirma Ramon Peres, presidente do Sindicato.

O regime militar teve seu início no dia 01 de abril de 1964, e encontrou seu fim em 15 de março de 1985, junto a movimentos populares em oposição à permanência do regime e aos absurdos promovidos por seus líderes. A data foi um marco na luta pela democracia, e um símbolo histórico do poder da mobilização social, frente às barbaridades do autoritarismo.

Nesse dia 1º de abril de 2026, afirmamos a importância do não apagamento da memória desse período, e reiteramos nosso compromisso com a democracia e a resistência ao autoritarismo.

O poder do povo é maior que a opressão, o medo e a destruição de direitos. Ditadura nunca mais!

 
 

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