O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniu com representantes do banco nesta quarta-feira, 8 de abril, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para dar continuidade às negociações sobre uma série de problemas que vêm sendo denunciados pelos trabalhadores e são recorrentes.
A pauta do encontro manteve os principais pontos cobrados reincidentemente pelo movimento sindical, com destaque para as convocações para exames médicos (Atestado de Saúde Ocupacional – ASO; e Avaliação de Capacidade Laboral – ACL), o funcionamento do canal de denúncias – incluindo o balanço do canal voltado à violência contra a mulher – e questões relacionadas a descontos em contracheques.
Convocações indevidas seguem como principal problema
Um dos temas centrais da negociação foi a continuidade das convocações consideradas indevidas para exames médicos, especialmente de trabalhadores afastados pelo INSS ou que aguardam perícia para prorrogação do benefício. O banco já havia se comprometido a não realizar estas convocações.
A coordenadora do GT de Saúde, Rosângela Lorenzetti, criticou a postura do banco e cobrou mudanças efetivas. “Não é aceitável que o Itaú continue descumprindo compromissos assumidos e expondo trabalhadores adoecidos a esse tipo de pressão. Estamos falando de pessoas em tratamento, que precisam de acolhimento e respeito, não de ameaças ou práticas automatizadas que agravam ainda mais o seu estado de saúde”, afirmou.
Canal de denúncias segue sob questionamento
Outro ponto importante da reunião foi o funcionamento do canal de denúncias do banco (Ombudsman). O GT voltou a cobrar melhorias no fluxo de apuração, garantia de sigilo, proteção ao denunciante e maior agilidade nas respostas, especialmente em casos de assédio moral e sexual.
A representação das trabalhadoras também cobraram dados sobre o canal específico para denúncias de violência contra a mulher. O Itaú ficou de trazer, na próxima reunião, a quantidade de pessoas atendidas.
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, destacou que a confiança no canal é fundamental para o enfrentamento das violações no ambiente de trabalho. “Sem garantia de sigilo, proteção e um fluxo adequado, o canal de denúncias não cumpre seu papel. O trabalhador precisa se sentir seguro para denunciar, e hoje essa segurança não está garantida no canal do banco, que precisa assumir sua responsabilidade e promover mudanças estruturais nesse processo”, disse.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT