Banco Mercantil registra lucro recorde, mas trabalhadores cobram valorização

07/05/2026

Mercantil
Banco Mercantil registra lucro recorde, mas trabalhadores cobram valorização

O Mercantil iniciou 2026 mantendo a trajetória de resultados históricos. No primeiro trimestre do ano, o Lucro Líquido Recorrente Gerencial — que desconsidera efeitos extraordinários — alcançou R$ 273 milhões, o maior resultado trimestral já registrado pela instituição. O valor representa crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 0,9% na comparação com o trimestre anterior, consolidando o 14º resultado recorde consecutivo do banco.

O banco encerrou o trimestre com 3.961 empregados e estagiários, após a criação de 373 postos de trabalho em doze meses e 102 novas vagas no trimestre. A rede de atendimento também foi ampliada, com a abertura de 39 unidades no período, totalizando 352 pontos de atendimento. A base de clientes cresceu em 1 milhão no último ano, alcançando 10 milhões de clientes.

Para Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, os resultados demonstram a solidez da instituição, mas também reforçam a necessidade de reconhecimento aos trabalhadores.

“O banco segue batendo recordes consecutivos de lucro, o que evidencia o papel fundamental dos trabalhadores e trabalhadoras nesse desempenho. É essencial que esse crescimento venha acompanhado de valorização profissional, melhores condições de trabalho e distribuição justa dos resultados para quem constrói diariamente esses números. Mesmo diante do lucro expressivo e do esforço dos empregados, o Mercantil iniciou a semana promovendo demissões, o que consideramos um absurdo”, afirmou o dirigente.

Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, ressaltou que o maior resultado trimestral da história do Mercantil é fruto do empenho de seus funcionários. "No entanto, esse recorde esconde uma realidade de pressões, metas abusivas e a constante insegurança gerada pela alta rotatividade. Lucros históricos como esses devem ser acompanhados de respeito e valorização de quem os constrói e não de demissões imotivadas", concluiu.

Outras notícias