Lucro contábil da CAIXA é de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026
15/05/2026
Caixa Econômica Federal
A CAIXA registrou lucro líquido contábil consolidado de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado pelo banco nesta sexta-feira, 15. O resultado representa queda de 43,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o lucro havia sido de R$ 6,101 bilhões. Já o lucro líquido recorrente ficou em R$ 3,5 bilhões, redução de 34,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre de 2025.
A queda do lucro da CAIXA no primeiro trimestre de 2026 foi fortemente impactada pelo aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período. O valor representa alta de 211,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025, refletindo maior necessidade de cobertura para riscos de inadimplência na carteira de crédito.
Fundamental para o país
Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/CAIXA), Felipe Pacheco, os resultados demonstram a importância estratégica da CAIXA para o desenvolvimento econômico e social do país, mas também evidenciam a necessidade de valorização do quadro de pessoal.
“A CAIXA segue sendo fundamental para o Brasil. É o banco que garante crédito habitacional, operacionaliza políticas públicas, atende milhões de brasileiros e movimenta programas sociais essenciais. Esses resultados são construídos diariamente pelos empregados e empregadas da CAIXA, que sustentam o banco mesmo diante de condições de trabalho cada vez mais difíceis”, afirmou.
Felipe Pacheco criticou o aumento da pressão sobre os trabalhadores e trabalhadoras do banco. “Os empregados convivem com sobrecarga, cobrança excessiva por metas, déficit de pessoal, reestruturações permanentes e acúmulo de funções. Ao mesmo tempo em que a CAIXA amplia resultados, digitaliza processos e cresce em diversas áreas, os trabalhadores seguem adoecendo em função da pressão cotidiana. É preciso transformar parte desse resultado em valorização concreta para quem faz o banco funcionar”, destacou.
Outros números
O banco manteve papel central na execução das políticas públicas do governo federal. No trimestre, foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais. Entre os principais itens, estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial.
As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 7,4 bilhões, crescimento de 12,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já as despesas administrativas (que incluem despesas de pessoal e outras despesas administrativas) chegaram a R$ 11,5 bilhões, alta de 6% em 12 meses.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT