As entidades que compõem a mesa de negociações sobre o custeio da Cassi se reuniram, nesta terça-feira, 9, com representantes do Banco do Brasil para dar continuidade à construção de alternativas que garantam a sustentabilidade e a perenidade do Plano Associados. Um dos principais temas debatidos foi a necessidade de recomposição das reservas obrigatórias da Caixa de Assistência.
A coordenadora da mesa de negociações, Fernanda Lopes, apresentou à representação do banco a proposta de criação de uma alternativa emergencial para evitar problemas financeiros no curto prazo. A proposta consiste na elaboração de um memorando de entendimento que estabeleça uma contribuição transitória do Banco do Brasil e dos associados, com o objetivo de recompor as reservas da Cassi e assegurar maior estabilidade às contas da entidade.
Para Matheus Fraiha, diretor do Sindicato que participa das negociações, a recomposição das reservas da Cassi é uma medida urgente para garantir a segurança e a continuidade da assistência aos associados. “A proposta apresentada pelas entidades cria as condições necessárias para avançarmos no debate das questões estruturais, mas é fundamental que o Banco do Brasil assuma sua responsabilidade histórica e institucional com a Cassi, contribuindo para uma solução que assegure a sustentabilidade da entidade e a proteção dos direitos dos participantes”, afirmou
Para as entidades, a medida permitiria aprofundar o debate sobre os temas estruturais que ainda não alcançaram consenso entre as partes e que deverão compor a proposta de reforma estatutária a ser submetida ao corpo social. Entre os pontos que permanecem em discussão, estão a definição do custeio do período pós-laboral dos funcionários que ingressaram no Banco do Brasil a partir de 2018, o direito de associação para trabalhadores de bancos incorporados e os impactos das alterações promovidas pela Instrução Normativa nº 649/2025 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os representantes do Banco do Brasil se comprometeram a analisar a proposta das entidades e a apresentar um posicionamento na próxima rodada de negociações, em 23 de junho.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT