BB apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi
25/06/2026
Banco do Brasil
Em mais uma rodada de negociação sobre a Cassi, na segunda-feira, 22 de junho, representantes do Banco do Brasil apresentaram uma proposta de aporte extraordinário de R$ 2,3 bilhões na Caixa de Assistência. O montante seria dividido entre banco e associados na proporção de 50,26% para o banco e 49,73% para o funcionalismo, com pagamento diferido em 18 meses.
A proposta foi rejeitada pelas entidades representativas dos funcionários ainda em mesa. Os trabalhadores reiteraram a defesa de uma divisão mais equilibrada, com participação de 70% do banco e 30% dos associados.
“A proposta apresentada pelo banco está muito distante das premissas defendidas pelo funcionalismo. Entendemos a necessidade urgente de recomposição das reservas, mas isso não pode ocorrer transferindo quase metade da responsabilidade para os associados. Seguiremos buscando uma solução que preserve a sustentabilidade da Cassi e respeite a capacidade contributiva dos trabalhadores”, destacou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
Para Matheus Fraiha, diretor do Sindicato que participa das negociações, “o aporte extraordinário é necessário, mas a divisão proposta pelo Banco do Brasil não reflete a responsabilidade que a instituição tem com a Cassi. Nossa defesa continua sendo por uma participação maior do banco, garantindo uma solução sustentável e mais justa para os trabalhadores e aposentados".
Como alternativa, os representantes dos funcionários propuseram que o Banco do Brasil inicie sua contribuição extraordinária já em julho, também parcelada em 18 meses, enquanto a participação dos associados seja discutida posteriormente, após consulta ao corpo social, com pagamento diferido em 12 meses. As entidades também defenderam a criação imediata de um grupo de trabalho responsável pela elaboração de uma proposta de reforma estatutária da Cassi, a ser submetida aos associados ao longo de 2027.
Diante do caráter inédito da proposta apresentada pelos trabalhadores, o banco não apresentou resposta durante a reunião. As partes ficaram de agendar uma nova rodada de negociação para a próxima semana.
Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT