Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban nesta terça, 7, para defender emprego bancário

06/07/2026

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Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban nesta terça, 7, para defender emprego bancário

A segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) será realizada nesta terça-feira, 7, às 10h. A categoria reivindicará da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a defesa do emprego bancário, contra a precarização do atendimento e o fechamento de agências.

"Os bancos seguem lucrando, mas continuam promovendo reestruturações no setor, com o fechamento de agências, transferência de atividades, ampliação de terceirizações e usando as novas tecnologias sem garantir a necessária proteção aos trabalhadores", destaca a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias, Juvandia Moreira.

Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido. Entretanto, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).

A reestruturação, entretanto, não para na queda de agências e do atendimento humanizado e presencial aos clientes, mas inclui a precarização do emprego bancário, com aumento de terceirizando das atividades bancárias e de contratação de funcionários como PJs.

O movimento sindical aponta também que os bancos estão concentrando ainda mais os lucros advindos dos processos de automação e usos de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial. "As mudanças tecnológicas não podem significar demissão, sobrecarga, vigilância abusiva ou retirada de direitos. Por isso, a nossa pauta de reivindicações propõe uma comissão bipartite para acompanhar projetos de automação, reestruturação, novos equipamentos, acesso remoto e demais alterações no trabalho bancário", completa Juvandia.

Entre as reivindicações relacionadas ao emprego, estão:

  • Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada
  • Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical
  • Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria
  • Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva
  • Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais
  • Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse
  • Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade

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